ENCONTRO MARCADO    
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SUZANA VARGAS

Sobre Sem recreio
Por Reinaldo Valinho Alvarez
“Suzana consegue dar o seu recado sem recursos extremos, sem apelação. Ao mesmo tempo profundos e extremamente simples, na forma como se apresentam aos olhos dos leitores, os poemas de Suzana deixam um travo amargo, mas não são desligados de uma esperança que se projeta para além da revolta, como observou, muito sagazmente, Astrid Cabral.” 
In: Jornal de Letras, 1983

Sobre Sem recreio
Por Antonio Alvarez
“Estreante de 1979, com o volume Por um pouco mais, Suzana Vargas passou das anotações líricas desprovidas de marcas registradas, espécie de caderno secreto de poeta jovem – conforme a crítica rigorosa de Maurício Salles – para uma poesia madura, burilada, consciente. Traz-nos agora uma dicção reveladora do feminino que a coloca de imediato ao lado de uma Adélia Prado, uma Olga Savary, uma Lélia Coelho Frota e uma Consuelo Cunha Campos, entre as vozes poéticas mais ponderáveis da nova poesia brasileira escrita por mulheres.” 
In: Jornal O Globo, 1983 

Sobre Caderno de outono
Por César Leal
“Suzana Vargas não parece buscar a fama a todo custo. Sob esse aspecto nos lembra Emily Dickinson quando escreveu: “Se a fama me couber, não escaparei a ela – se assim for, correrei atrás dela a vida inteira – e perderei a estima de meu cachorro – portanto melhor é ficar na Ordem dos descalços!”Não se pode julgar sua linguagem à base de postulados teóricos e esquemas convencionais. O que se pode afirmar é que ela dispõe de um modo de ‘dizer’ novo. Não de um a priori formal a ser aplicado a todos os poemas. Não é maneirista ao modo de outro ou de seu próprio modo. Em sua língua poética há uma forma de dizer aplicável a cada objeto.“
In: jornal Diário de Pernambuco, 1997 

Sobre Leitura: uma aprendizagem de prazer
Por J. Ferreira dos Santos
“Leitura é uma obra-ferramenta: deve ser avaliada pela sua utilidade, pela sua produtividade. Quantos professores pelo Brasil afora sabem explorar com invenção um texto em sala de aula? O livro explicita os métodos com que realiza essa tarefa aplicando-os na análise de textos de Rubem Fonseca e Adélia Prado. A iniciação à poesia é outro ponto forte do trabalho. Praticamente exilada das livrarias e do interesse dos leitores, a poesia é resgatada com carinho e lucidez por Suzana Vargas, e os preconceitos do hermetismo e da inocuidade com que os versos modernos foram vitimados são postos por terra com explicações acessíveis até aos mais refratários.” 
In: Jornal do Brasil, 1997