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CARLA CAMURATI

Sobre Carla e sobre o filme Carlota Joaquina

(...) Arnaldo Jabor, também cineasta, inicia o texto "Mulheres estão parindo um novo cinema", de 24 de janeiro de 1995, em que comenta o papel central de diretoras na retomada do cinema nacional, destacando o trabalho de Carla Camurati que, com "Carlota Joaquina - Princesa do Brazil", conseguiu obter sucesso nas bilheterias do país. O articulista elogia o "heroísmo de Carla", por trabalhar em condições precárias, e aproveitou a ocasião para pedir apoio governamental ao cinema brasileiro. "As mulheres estão mostrando os caminhos. O presidente [na época, Fernando Henrique Cardoso] devia ver este filme", conclui o texto.
In: Jornal Folha de São Paulo, 24/11/08

Sobre o filme Irma Vap: o retorno
por Daniela Cardarello

Carla Camurati (45) sempre consegue surpreender com a energia e o entusiasmo que coloca em cada projeto de sua vida. O reflexo disso pode ser visto nos seus trabalhos, seja atuando, produzindo, escrevendo ou dirigindo; como também em situações pessoais: na criação de Antônio (3), fruto do seu casamento com o diretor João Jardim (41), com quem está há pouco mais de cinco anos. "Meu filho foi muito desejado. Ele é uma delícia", derrete-se Carla, saudosa do menino, em viagem de trabalho aos Estados Unidos.

A breve separação, no entanto, foi provocada por uma nobre causa. Carla - que criou a produtora Copacabana Filmes - vem conquistando um público além das fronteiras brasileiras com sua arte. Diretora do filme Irma Vap: O Retorno, ela se emocionou com o reconhecimento que obteve na décima edição do Festival de Cinema Brasileiro em Miami, onde recebeu o prêmio de Melhor Filme pelo Voto Popular, além do de Melhor Direção de Arte, para Marcos Flaksman (62), este selecionado pelo júri oficial. No Brasil, o longa já alcançou mais de 250 000 espectadores nas primeiras seis semanas de exibição. (...)
In: Revista Caras, Ano 13, nº 29

Sobre o filme Copacabana
Por Danielle Marckes

Em seu novo filme, Copacabana, Carla Camurati faz um passeio não só pelo bairro carioca como pelos áureos tempos do célebre lugar que inspirou poetas como Vinícius de Moraes e Tom Jobim.
Unindo imagens antigas e recentes do bairro, a cineasta conta a história de Alberto - personagem de Marco Nanini - que passa o filme envolto em recordações de amigos e situações que viveu em Copacabana.
Mas o filme não trata só de nostalgia e é também uma comédia que guarda cenas de humor refinado ao espectador. (...)

Orçado em 2,7 milhões, a produção é um sonho antigo de Carla Camurati que está envolvida no projeto desde 1995. Além de produzir e dirigir a fita, ela também assina o roteiro ao lado de Melanie Diamantas e Yoya Würsh. O cuidado com a produção é visto desde a fotografia do filme, mesclada em preto e branco e colorido, até a maquiagem de Nanini. Para viver o fotógrafo de 90 anos, o ator teve que rejuvenescer 30 anos e envelhecer outros 30. (...)
In: Site Terra