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CARLA CAMURATI

Carla Camurati nasceu no Rio de Janeiro, em 14 de outubro de 1960. Seu pai, Sérgio Camurati, é jornalista, e sua mãe, Ana Maria de Andrade Camurati, é advogada. Carla casou-se com o compositor Zé Renato, com os atores Thales Pan Chacon e Paulo José, e com o cineasta João Jardim, com quem teve seu primeiro filho, Antônio, em 2003.

É extremamente popular e estimada entre os colegas, atores e pessoal do cinema, do teatro e da televisão. "Trabalhar para mim é quase como respirar", ela costuma dizer. "Se paro, fico angustiada."

Carla cursou até o quarto período da Faculdade de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trancou matrícula e foi estudar arte dramática.

Como atriz, estreou na TV em 1979. Fez a série Amizade Colorida, ao lado de Antonio Fagundes, na TV Globo. Destacou-se em novelas como Sol de Verão, Livre Para Voar e Fera Radical. Seu último trabalho para a televisão foi na novela Pacto de Sangue, em 1989.

Após uma premiada carreira como atriz de cinema e televisão, nos anos 80, Carla lançou-se como diretora, produtora, roteirista e distribuidora em 1995, com o longa-metragem Carlota Joaquina – A princesa do Brazil, filme que se tornou um marco da era da retomada da produção nacional. Foi o primeiro sucesso de público do cinema brasileiro na década de 1990, com participação em quarenta festivais e cerca de 1,5 milhão de espectadores conquistados graças a uma iniciativa de distribuição totalmente independente liderada pela própria Carla Camurati.

Antes de estrear na direção de longas, dirigiu dois curtas-metragens: A mulher fatal encontra o homem ideal (1987) e Bastidores (1990).
Em 1997, novamente escreveu, dirigiu e distribuiu um longa-metragem, , baseado na ópera de Pergolesi, primeiro filme-ópera do Brasil. A partir desse filme, começou a se dedicar à direção de óperas teatrais, entre elas Madame Butterfly de Puccini, em 1999, sob a regência de Isaac Karabitchevsky; Carmen de Bizet, em 2001, sob a regência de Jamil Maluf; O Barbeiro de Sevilha de Gioacchino Rossini, em 2003, sob a regência de Silvio Viegas; e Rita de Donizetti, em 2007, sob a regência de Débora Valdman.

Em 2001, realizou seu terceiro filme, Copacabana, inspirado em histórias do famoso bairro carioca. É uma das sócias fundadoras e diretoras da Copacabana Filmes e Produções, produtora que, em pouco mais de dez anos de atuação, estabeleceu-se como uma das mais renomadas do país na produção de peças teatrais, filmes, óperas, pós-produção cinematográfica, realização de eventos de promoção cultural, distribuição de cinema e, mais recentemente, também na produção de publicidade.
A partir de 2001, ampliou seu trabalho como produtora e distribuidora, abrindo a Copacabana Filmes também para títulos de outros diretores, como A pessoa é para o que nasce (2004), de Roberto Berliner; e o documentário Janela da alma (2002), de João Jardim e Walter Carvalho. Desde 2003, é uma das diretoras do FICI (Festival Internacional de Cinema Infantil) que, em parceria com o circuito Cinemark, percorre oito cidades com filmes para crianças e títulos de diversas nacionalidades.

Dentro das iniciativas promovidas pelo Festival Infantil está o projeto A tela na sala de aula, que leva os filmes para serem trabalhados em salas de aula da rede pública. Seu quarto filme, Irma Vap - O retorno, inspirado na peça de grande sucesso O mistério de Irma Vap, estreou em 2006.

Em 2007, distribuiu o documentário Pro dia nascer feliz, de João Jardim, que já atingiu a expressiva marca de mais de cinqüenta e um mil espectadores.
Também em 2007, assumiu a presidência da Fundação Teatro Municipal, tendo a honra de preparar a festa que celebrou os 100 anos do teatro em julho de 2009.