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ZUENIR VENTURA

Zuenir Carlos Ventura nasceu em Além Paraíba, MG, no dia 1º de junho de 1931. Filho de José Ventura e Herina de Araújo. Passou a infância em Ponte Nova, no mesmo estado, a adolescência em Nova Friburgo, no Estado do Rio, e há mais de 40 anos vive no Rio de Janeiro. É casado com a também jornalista Mary Akierstein Ventura e tem dois filhos: Mauro, 35 e Elisa, 34.

O seu primeiro emprego foi como auxiliar de seu pai, pintor de parede, em Nova Friburgo. Depois trabalhou num laboratório de prótese como faxineiro, foi entregador em um bar, contínuo de um banco, balconista de uma camisaria e professor primário. Nas horas vagas, jogava basquetebol e, por isso, ganhou o apelido de "Divino Mestre".

Em meados dos anos 50, mudou-se para o Rio, onde ingressou no Curso de Letras Neolatinas da Faculdade de Filosofia, da antiga Universidade do Brasil. Enquanto estudava, lecionou em alguns colégios, deu aulas particulares e no último ano do curso passou a trabalhar no arquivo do jornal Tribuna da Imprensa, do então jornalista Carlos Lacerda. Alguns meses depois, foi transferido para a redação.

Em 1960, obteve uma bolsa de estudos do governo francês para cursar o Centre de Formation des Journalistes de Paris. Durante o curso, trabalhou como correspondente da Tribuna da Imprensa, tendo coberto, entre outros acontecimentos, o Acordo de Évian, que pôs fim à guerra da Argélia, e o encontro em Viena de Kruchev e Kennedy.

Em 1961 voltou ao Brasil e, de 1963 a 1969, foi editor internacional do Correio da Manhã, diretor de redação da revista Fatos & Fotos, chefe de reportagem da revista O Cruzeiro, editor-chefe da revista Visão, sucursal-Rio, e de volta ao Correio da Manhã em 1969 ocupou o cargo de chefe de redação.

No final de 69, propôs à Editora Abril a realização de uma série de 12 reportagens, Os anos 60 – A década que mudou tudo –, que foi publicada posteriormente em livro.

Em 1971, voltou para a revista Visão, permanecendo como chefe de redação da sucursal Rio até 77, quando se transferiu para a revista Veja como chefe da redação do Rio. Em 81, foi dirigir a sucursal da revista IstoÉ.

Em 1985, foi convidado a reformular gráfica e editorialmente a revista Domingo do Jornal do Brasil. Depois de realizar o projeto, passou a comandar o Caderno B do mesmo jornal. Em 86, criou o caderno semanal BEspecial e, no ano seguinte, o suplemento de livro Idéias.

Em 1988, publicou o livro 1968 – o ano que não terminou, que se manteve durante dois anos nas listas de best-sellers e serviu de fonte para a minissérie Anos Rebeldes da TV-Globo.

Em 1989, ganhou o Prêmio Vladimir Herzog e o Prêmio Esso de Jornalismo com a série de reportagens O Acre de Chico Mendes.

Em 1994, lançou o livro-reportagem Cidade Partida, sobre a violência no Rio de Janeiro.

Em 1998, publicou o livro de ficção Mal Secreto, sobre o pecado da inveja.

Em 1999, depois de 14 anos de Jornal do Brasil, transfere-se para O Globo como cronista semanal.