ENCONTRO MARCADO    
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ZIRALDO

Eu sempre fui um eclético. Quando eu comecei minha vida profissional nos idos de 40, esta figura do eclético era comum no Brasil. Todos os espaços ainda estavam abertos no país. Nessa época – muito mais tarde – em que me defini como grafista, queria dizer que eu era um sujeito que trabalhava em publicidade, mas procurava desenvolver um trabalho de estilo pessoal, assinando, como fazia na Europa o Folon. Na época, o Folon havia ganho o prêmio de melhor artista da Bienal de São Paulo. Mas a publicidade brasileira produziu poucos artistas deste tipo. Eu fui um deles. Dá pra ver no livro que fiz com os meus 40 anos de trabalho.

O que eu sempre quis fazer, desde menino, foi ser desenhista. E achava que no fim da vida ia virar pintor. Mas eu me encantei com esse negócio de escrever e hoje tenho muito mais tesão em escrever do que em pintar ou fazer projeto gráfico. Então hoje eu me definiria como grafista e escritor.