ENCONTRO MARCADO    
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TOM ZÉ

1936 – nasce a 11 de outubro José Santana Martins, o Tom Zé, em Irará, Bahia. Aos 10 anos começa a trabalhar na loja do pai como balconista. A necessidade de aprender mais fundo as técnicas de música, veio naturalmente. Estudou música durante 6 anos na Universidade de Salvador. Foi para São Paulo no final da década de 60. Nessa época a capital de São Paulo sediava lendários festivais de tropicalismo: reviravolta na MPB.

1968 – participa do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, obtendo os seguintes prêmios: Viola de Ouro e Sabiá de Prata, referentes à canção vencedora do Festival: São Paulo, Meu Amor; quarto lugar com a Canção 2001 em parceria com Rita Lee; Melhor Letra, com a Canção 2001. Participa da gravação do LP Tropicália, produzido pela Philips.

1969 – show O Som Livre de Tom Zé e Gal Costa, realizado no Teatro Arena de São Paulo e no Teatro de Bolso no Rio de Janeiro.

1971 – funda em São Paulo a Escola de Música Popular Sofisti-Balacobaco – Muito Som e Pouco Papo, que mantém uma diversidade de cursos.

1974 – show com o Grupo Capote, no Teatro de Arena, em São Paulo.

1975 – participa, como ator e cantor, da peça musical Rock Horror Show, dirigida por Rubens Correia, no Teatro da Praia no Rio de Janeiro.

1976 – faz o Show Estudando o Samba, no Teatro Oficina, com Vicente Barreto. O show foi levado a diversas faculdades de São Paulo e outras cidades.

1977 – trabalha na DPZ, agência de publicidade, ao lado de Washington Olivetto, Roberto Duailibi, F. Petit e Zaragoza.

1978 – show Correio da Estação do Brás, no Teatro Fundação Getúlio Vargas, no qual apresenta seus Instrumentos Experimentais, que constrói, incorporando eletrodomésticos além de instrumentos de trabalho como serrotes, etc.
Concerto no Teatro Municipal de São Paulo com os Instrumentos Experimentais, filmado pela TV Cultura.

1980 – vende casa de praia para desenvolver os Instrumentos Experimentais.

1988 – foi descoberto pelo músico norte-americano David Byrne, ex-Talking Heads, que levou casualmente do Rio de Janeiro para New York um disco de Tom Zé chamado Estudando o Samba. Ouviu-o nos Estados Unidos e, ao voltar ao Brasil, quis conhecê-lo.

1990 – lançamento do disco The Best of Tom Zé, compilação de David Byrne para o primeiro disco da gravadora que estava fundando, a Luaka Bop, distribuição da Warner. Recebe excelentes críticas dos principais jornais e revistas do mundo (The New York Times, Village Voice, Rolling Stones, Billboard, Le Monde, etc.)

1992 – apresenta-se no Festival de Jazz de Zurique, Suíça.

1993 – apresenta-se como ator, do filme Sábado, de Ugo Georgetti. Abre o Lift London Festival of Theatre, em Londres. Em New York, participa do Concerto do Moma – Museu de Arte Moderna de New York. Primeiro e único músico brasileiro a apresentar-se no Moma. Foi exceção, pois o Moma não faz apresentações musicais, habitualmente.

1995 – turnê Européia (várias cidades).

1996 – apresentações com seu grupo e em shows solos, em capitais e grandes cidades no Brasil.

1997 – participação fonográfica no Grupo de Poetas da Bahia. Criação de Parabelo, trilha sonora, parceria com José Miguel Wisnik, para balé do Grupo Corpo (o mais importante grupo de dança brasileiro). Participação na comemoração fonográfica e apresentação artística dos 30 anos de Tropicalismo com Caetano Veloso e Gilberto Gil.

1998 – compositor do tema musical para a inauguração do novo Teatro Vila Velha (Salvador, BA).
Indicado para o Prêmio Sharp como compositor de melhor trilha sonora em parceria com José Miguel Wisnik, por Parabelo.
Lançamento nos Estados Unidos e na Europa, do CD Com Defeito de Fabricação, tematizando o esplendor e a criatividade (que são alguns "defeitos") do chamado Terceiro Mundo.