ENCONTRO MARCADO    
VÍDEO    PERFIL    BIO    OBRA    CRÍTICA 
NELSON PEREIRA DOS SANTOS

Sobre Rio, 40 graus
por Clóvis de Castro Ramon

"Rio, 40 graus é a mais legítima manifestação artística do nosso cinema."
in: Jornal do Brasil.

Sobre Vidas secas
por Cláudio Mello e Souza

"Vidas secas é algo mais do que o melhor filme nacional. É o fundador de uma linguagem brasileira de cinema (...). Com Vidas secas passamos a ter um verdadeiro, e por isso mesmo novo, cinema nacional."
in: Estado de Minas, de 20.10.1963.

Por José Carlos de Oliveira

"A câmera com toda humildade se dedica a reconstituir, passo a passo, a existência de cinco pessoas. (...) Tudo é triste e pobre, brasileiramente triste. (...) Em Vidas secas, Nelson Pereira dos Santos mostra o que realmente é: um artista ilustre, um homem digno."
in: Jornal do Brasil, de 26.08.1963.

Por Dan Talbott

"Filmes como Vidas secas são universais. Poderia ser sobre a Índia ou a China, ou uma parte pobre dos Estados Unidos. É como uma história bíblica, é uma obra-prima."
in: New Yorker Films.

Sobre Como era gostoso o meu francês
por José Carlos Monteiro

"Como era gostoso o meu francês centra suas maiores virtudes no caráter documental da narrativa. (...) Por uma questão de temperamento e ideologia o autor de Vidas secas buscou mostrar sem retoques a vida dos primeiros brasileiros, utilizando uma linguagem genuinamente brasileira. Em termos de criatividade, posso afirmar que o trabalho de Nelson neste seu novo filme é um dos melhores jamais vistos no cinema brasileiro."
in: O Globo, em 12.01.1972.

Por Roger Greenspun

"Como era gostoso o meu francês pretende ser uma meditação sobre o passado e talvez o futuro do Brasil. Irônico, freqüentemente cômico, ele mistura o drama ficcional com alusões à história econômica, social e religiosa. Ao retratar os índios, o faz com grande cuidado (há uma elaborada aldeia indígena, que parece para todo o mundo como uma soberba reconstrução animada saída de um livro), e se algumas vezes eles sugerem demais o selvagem nobre, ao menos há uma procura de verossimilhança. (...) É o primeiro filme absolutamente não-explorador (não não-erótico), que eu já vi, que requer quase a nudez total de seu elenco de ambos os sexos. (...) Mas, em última análise, o filme não é assim tão engraçado, e realmente não o pretende ser. Um trabalho muito desigual, as suas melhores passagens estão entre as mais sérias – especialmente uma seqüência perto do fim, quando a esposa índia descreve para o marido cativo como será o ritual de sua morte. (...) É uma performance adorável, e, no seu respeito pelo espaço e movimento, parece muito próxima ao espírito do cinema clássico."
in: The New York Times, em 07.04.1973.

Sobre Memórias do cárcere
por J. M. Le Clezio

"Vendo o filme de Nelson Pereira dos Santos, não podemos nos impedir de pensar nas prisões, não as reais, das quais o mundo participa, mas as prisões do egoísmo, da fome, prisões da dívida, do racismo, do desprezo. O humanismo do cineasta brasileiro é feito de esperança, esperança de que o intelectual não será mais separado do mundo que o comove e o faz viver."
In: Le Nouvel Observateur, em maio de 1985.

Por Rubens Ewald Filho

"Ninguém duvida de que Nelson já passou realmente para a história do cinema. (...) Memórias teve a unanimidade em Cannes. É uma obra madura, de um cineasta no auge de sua forma."
in: O Estado de São Paulo, em 25.05.1984.

Fonte: "Nelson Pereira dos Santos – O sonho possível do cinema brasileiro", de Helena Salem. Rio de Janeiro: Record, 2ª Edição.