ENCONTRO MARCADO    
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NELSON PEREIRA DOS SANTOS

1928 – nasce, em São Paulo, no dia 22 de outubro, Nelson Pereira dos Santos, caçula de quatro filhos do casal Antonio Pereira dos Santos e Angelina Binare dos Santos.

1934 – inicia seus estudos em uma escola pública.

1936/7 – levado pelo pai, assiste, desde então, no cinema, aos grandes filmes de Hollywood.

1944– inicia o curso clássico no Colégio do Estado Presidente Roosevelt.

1945 – adere ao Partido Comunista do Brasil. Trabalha como revisor no Diário da Noite.

1947 – entra para a Faculdade de Direito. Escreve críticas de cinema para o jornal Hoje.

1950 – casa-se com Laurita Santana. Realiza Juventude, juntamente com Mendel Charatz, documentário de 45 minutos sobre os jovens trabalhadores de São Paulo. É sua primeira experiência no cinema.

1951 – conclui a Faculdade de Direito. Nasce Nelson, seu primeiro filho.

1952 – muda-se com a família para o Rio de Janeiro.

1954 – nasce Ney, segundo filho do casal.

1955 – conclui a filmagem de Rio, 40 graus, com grande sucesso de crítica e público. Muda-se, com a família, para Niterói.

1957 – conclui Rio, Zona Norte, que é mal-recebido pela crítica e pelo público. Conhece Glauber Rocha.

1958 – trabalha no Jornal do Brasil. Escreve o roteiro de Vidas secas, baseado no romance de Graciliano Ramos.

1961– lança Mandacaru vermelho, outro fracasso comercial. Faz a montagem de Barravento, de Glauber Rocha, um marco do Cinema Novo.

1962 – dirige Boca de Ouro, baseado na obra de Nelson Rodrigues, com grande sucesso de público. Nasce Márcia, sua filha caçula. O Cinema Novo "explode".

1963 – estréia, no Rio, de Vidas secas, com grande sucesso de crítica.

1964 – Vidas secas representa o Brasil, juntamente com Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, no XVII Festival de Cannes, batendo o recorde de premiação não-oficial.

1965 – abandona de vez o jornalismo. Ensina cinema na Universidade de Brasília.

1966 – filma El Justicero.

1968 – lançamento de Fome de amor. É designado responsável pelo setor de arte cinematográfica da UFF, tornando-se, mais tarde, professor titular.

1969 – filma Azyllo muito louco, seu primeiro filme colorido, baseado no conto O Alienista, de Machado de Assis, selecionado para o Festival de Cannes.

1970 – morre, aos 73 anos, seu Antonio, pai de Nelson. Filmagem de Como era gostoso o meu francês, selecionado para o Festival de Berlim. Sucesso de público. Recebe o Prêmio Luis Buñuel no Festival de Cannes por Azyllo muito louco.

1972 – volta a residir no Rio de Janeiro.

1973– lançamento de Quem é Beta?, mal-recebido pelo público e pela crítica.

1975 – lançamento de O amuleto de Ogum, selecionado para o Festival de Cannes. Nelson torna-se o primeiro presidente da Associação Brasileira de Cineastas. Recebe o Prêmio de melhor filme em Gramado também por O amuleto de Ogum.

1977 – estréia de Tenda dos milagres. Recebe o Prêmio de melhor filme do Festival de Brasília por Tenda dos Milagres.

1981 – estréia de Estrada da vida, com grande sucesso de público. Dirige o programa Cinema Rio, na TV Educativa. Morre Glauber Rocha, aos 42 anos.

1984 – lançamento de Memórias do cárcere, com enorme sucesso de crítica e público. O filme abre a Quinzena dos Realizadores, no Festival de Cannes, arrebatando o prêmio de melhor filme, concedido pela Crítica Internacional. O filme ganha, ainda, o prêmio de melhor filme do Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana.

1986 – filmagem de Jubiabá, baseado na obra de Jorge Amado. Nelson é condecorado com a Ordem Félix Varela de Cuba, a mais alta condecoração cubana para a cultura.

1994 – lançamento de A terceira margem do rio, baseado no conto de Guimarães Rosa.

1995 – realização e lançamento de Cinema de lágrimas.

1998 – recebe o Troféu Oscarito, no Festival de Gramado, pelo conjunto de obra.