ENCONTRO MARCADO    
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LUIZ CLAUDIO

Luiz Claudio de Castro nasceu em Curvelo, no sertão mineiro, em 22/03/1935. O pai, José de Castro, era farmacêutico, a mãe, Amélia da Silva Castro, professora. Desde criança gostava de desenhar e tocar cavaquinho. Seus ídolos de então, Bob Nelson e Luiz Gonzaga, se misturavam aos desenhistas das revistas em quadrinhos Gibi, Tico-Tico, Era uma vez, etc.

Na adolescência pertenceu a dois grupos: o primeiro, de música, formando um trio que tocava em festinhas, bailes e serenatas para as namoradas, e o segundo, a turma do desenho, saindo com os amigos para desenhar as paisagens de sua terra natal. Porém, no momento de se profissionalizar, a música lhe ofereceu maiores oportunidades, e ele embarcou nessa canoa. Começou a cantar na Rádio Clube Curvelo, já ganhando dinheiro através do patrocínio de alguns comerciantes locais. Em 1951, foi chamado para a Rádio Inconfidência de Belo Horizonte e aí permaneceu dos 15 aos 19 anos. Depois, convidado para atuar na Rádio Mayrink Veiga, veio para o Rio onde estreou em 1955. Nesse mesmo ano assinou contrato com a Columbia Discos para gravar seu primeiro sucesso "Blim, Blem, Blam", canção de natal em parceria com Nazareno de Brito, tendo recebido o "Disco de ouro" de "O Globo", como "Revelação Masculina". Em 1956, continuou gravando sucessos como: "Joga a Rede no Mar", "Como é bom dançar", "Foi num Trem", "Não morro sem ver Paris".

Mais tarde, no início da Bossa Nova, gravou com Tom Jobim e João Gilberto "Este seu olhar", que só fez sucesso muito tempo depois, tendo "estourado" em todo o Brasil. A essa altura, já trabalhava na Radio Nacional do Rio, onde ingressou em 1959, ficando até 1963. Embora a vida de rádio o atraísse muito, resolveu prestar vestibular para a Faculdade Nacional de Arquitetura, fato que o aproximou novamente do desenho. Não deixou, de todo, a música, pois estudou com o maestro Moacir Santos e gravou alguns compactos simples e um LP na Musidisc: "Entre nós". Em 1965, se diplomou e casou. Ingressou na ODEON em 1966 e gravou o LP "Intimidade". Em 1970, fez o curso de Pintura no Museu de Arte Moderna, sob a orientação de Aluísio Carvão. Freqüentou os ateliês de Inimá de Paula, Silva Costa e começou a participar de exposições coletivas. Em março de 1973, esteve na Europa, participando de programas na orquestra de ORTOFF e lançou pela ODEON "Cantigas". Em 1975, pela mesma gravadora, sai o LP "Reportagem", com músicas de João de Barro, Tito Madi, Chico Buarque, Caetano Veloso, etc.

Prosseguiu a carreira paralela de artista plástico, realizando a primeira exposição individual de Pintura em dezembro de 1977, na Galeria Milliet (FUNARTE - Rio). Depois, em 1979, no mesmo local, fez um show para lançar "Viola de Bobo", LP da ODEON, onde musicou poemas de Carlos Drummond de Andrade.

Em 1980, a convite do Itamarati, viajou para os Estados Unidos, percorrendo inúmeras universidades norte-americanas, com o objetivo de mostrar aos estudantes as principais características de nossa música.

Um de seus últimos lançamentos, em 1983, no auditório da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), foi o álbum "Minas Sempre-Viva", "o primeiro livro cantado do Brasil", segundo o editor da obra, Léo Cristiano. Contém dois LPs com canções do folclore mineiro. Depois disso, fez participações em discos. Entre 92 e 93, além de dividir o palco do Botanic com o amigo Tito Madi, foi a Curitiba, a convite de Doris Monteiro, fazer um show. No momento está preparando um livro de mágicas infantis com o Ziraldo.