ENCONTRO MARCADO    
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LUIZ CARLOS MACIEL

1938 – nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a 15 de março, filho de Salústio Maciel e Marieta Ferreira Maciel. É o mais velho de uma família de quatro filhos. Seu nome de registro é Luiz Carlos Ferreira Maciel. Passou a infância em Porto Alegre, mas, dos quatro aos sete anos de idade, morou no Rio de Janeiro, onde se alfabetizou no Colégio Guido de Fontegalland. De volta a Porto Alegre, fez o estudo secundário no Colégio Anchieta e entrou, aos 17 anos, para a Faculdade de Filosofia da Universidade do Rio Grande do Sul, onde se tornou Bacharel em Filosofia, em 1958.
Ainda em Porto Alegre, fez teatro amador em vários grupos: Teatro Universitário, Clube de Teatro, Teatro de Equipe. Participou, como ator, de espetáculos com as peças Nossa Cidade, de Thonrton Wilder, Seis Personagens à Procura de um Autor, de Pirandello, A Margem da Vida, de Tennessee Williams, e outras. Dirigiu também as peças Os Cegos, de Michel de Ghelderode, e Esperando Godot, de Samuel Beckett.

1959 – ganhou uma bolsa para a Escola de Teatro da Universidade da Bahia, então dirigida por Martim Gonçalves. Em Salvador, casou com Yonne Gonçalves d’Argollo Ferrão e desse casamento nasceram dois filhos: Lucia Maria (que lhe deu os netos Rafaela, Maria Luísa e Marcelo) e Roberto. Conheceu Glauber Rocha, João Ubaldo Ribeiro, Caetano Veloso e outros grandes artistas da Bahia e do Brasil ainda em sua juventude. Glauber o fez ator principal de seu curta-metragem inédito A Cruz na Praça.

1960 – ganhou uma bolsa de estudos da Fundação Rockefeller para o Carnegie Institute of Technology, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, onde estudou direção teatral e playwritting durante dezoito meses. Voltou a Salvador como professor da Escola de Teatro. Nesse período, dirigiu as peças A História do Zoológico e A Morte de Bessie Smith, de Edward Albee, Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, Major Bárbara, de Bernard Shaw, e Leonce e Lena, de Georg Buchner. Publicou, pelo Instituto Estadual do Livro, do Rio Grande do Sul, seu primeiro livro, um ensaio sobre Samuel Beckett e a Solidão Humana.

1964 – transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde deu aulas de teatro no Conservatório Dramático Nacional. No Rio, trabalhou como redator nas redações da revista Fatos & Fotos e no Caderno B do Jornal do Brasil.

1966/67 – junto com Waldemar Lima roteirizou e dirigiu o filme de longa-metragem Society em Baby Doll, baseado na peça de Henrique Pongetti, com atores famosos como Nathalia Timberg, Ioná Magalhães, Sergio Britto, Ítalo Rossi e Marieta Severo. Fundou o grupo Teatro de Repertório, com Tite de Lemos e Paulo Afonso Grisolli, e dirigiu a peça O Labirinto, de Arrabal, no Teatro de Arena da Guanabara. Ainda naquele ano, a editora José Álvaro publicou seu livro Sartre, Vida e Obra. Escreveu ainda o roteiro do filme O Homem que comprou o mundo, de Eduardo Coutinho. Casou com a atriz Célia Azevedo.

1968 – dirigiu espetáculos de teatro com as peças Barrela, de Plínio Marcos, e As Relações Naturais, de Qorpo Santo.

1969 – dirigiu o espetáculo O Jovem Homem Feio, que reunia dois textos: a peça de Edward Albee A História do Zoológico, traduzida por ele, e o poema de Allen Ginsberg Uivo. No mesmo ano, passou a ser colunista do segundo caderno do jornal Última Hora. No segundo semestre, foi um dos fundadores do semanário O Pasquim, onde editava duas páginas dedicadas ao Underground, esta atividade que lhe valeu apelidos como o de "guru da contracultura" e outros mais.

1970 – foi preso, juntamente com a maior parte da equipe de Pasquim, pelas autoridades militares da época e passou dois meses na Vila Militar.

1971 – editou o semanário de contracultura Flor do Mal, colaborou no Jornal de Amenidades de Tarso de Castro, e finalmente, tornou-se, em 72, editor da edição brasileira do semanário Rolling Stone.

1973 – publicou o livro Nova Consciência, pela editora Eldorado.

1975 – dirigiu um recital de poesia com o ator Walmor Chagas, Os Portugueses, só com poemas de poetas de Portugal. Neste ano, também começou a trabalhar na TV Globo, onde ficou cerca de vinte anos. Exerceu as funções de roteirista de documentários (Globo Repórter), redator de programas de variedades (Saudade não tem idade, Bibi 78), roteirista de programas musicais (Grandes Nomes, Chico e Caetano), roteirista de teledramaturgia (O Corpo de Cristal, Futura Madrasta), membro de grupos de criação de programas (Ciranda, Cirandinha), analista e orientador de roteiros (Casa de Criação, Teletema, CGP) entre outras.

1976 – csou com a atriz Maria Claudia.

1979/80 – colaborou no semanário Enfim; na revista Careta e, mais tarde, em 85, no jornal O Nacional, todos editados por Tarso de Castro.

1981/85 – lançou novo livro Negócio Seguinte e, em 82, adaptou Réquiem Para uma Negra (Requiem for a nun), de William Faulkner, para o teatro, e dirigiu o espetáculo. Em 84, dirigiu o show musical Baby Gal, com a cantora Gal Costa, no Canecão do Rio de Janeiro e no Palace de São Paulo. No ano seguinte, dirigiu o show Buraco Negro, de Erasmo Carlos, nas mesmas salas de espetáculos, e também a peça de Millôr Fernandes, Flávia, Cabeça Tronco e Membros, no Teatro Ginástico.

1987 – publicou mais um livro: Anos 60, ed. L&PM, e se tornou professor, principalmente de cursos de roteiro, em diversas instituições: Centro Cultural Cândido Mendes, Fundição Progresso, Tempo Glauber, Estação das Letras, Centro de Artes de Laranjeiras, etc. Lecionou ainda cursos de roteiro nas cidades de Belo Horizonte e Fortaleza.

1991 – voltou a trabalhar em teatro, dirigindo a peça de Leilah Assumpção Boca Molhada de Paixão Calada, apresentada em São Paulo e no Rio de Janeiro. No ano seguinte, dirigiu o espetáculo Brida, uma adaptação teatral do livro de Paulo Coelho, no Teatro Villa-Lobos, do Rio de Janeiro.

1994 – recolheu, com Angela Chaves, as memórias de Ronaldo Bôscoli no livro Eles e Eu, editado pela Nova Fronteira. Dirigiu um recital de Paulo Autran e Tonia Carreiro, Dueto, apresentado no Teatro São Pedro, de Porto Alegre. E dirigiu também o show Joanna Canta Lupiscínio, que foi apresentado em Porto Alegre e várias cidades do interior do Rio Grande do Sul.

1995 – dirigiu o espetáculo com uma seleção de peças curtas de Érico Veríssimo, Fantoches, apresentado em Porto Alegre e no Teatro de Arena do Rio de Janeiro.

1996 – dirigiu a única peça teatral escrita por Glauber Rocha Jango, uma Tragédya no Teatro Carlos Gomes, do Rio de Janeiro.

1997 – começou a trabalhar com Lucélia Santos, fazendo primeiro o roteiro de edição e o texto de seus documentários para TV, China hoje – o ponto de mutação, e colaborou com o roteirista chinês Zhou Zhentien no roteiro de uma minissérie de ficção, O Amor do Outro Lado da Terra, numa co-produção de Lucélia com a TV de Sichuan, da China, um projeto que reúne artistas brasileiros e chineses na mesma criação.

1998 – su roteiro para um filme de longa metragem Dolores ganhou um prêmio do Ministério da Cultura. Além disso, no mesmo ano, entregou à editora Globo um livro de memórias de Dorinha Duval, feito com Maria Luiza Ocampo.