ENCONTRO MARCADO    
VÍDEO    PERFIL    BIO    OBRA    CRÍTICA 
LUIZ CARLOS LACERDA

Luiz Carlos Lacerda, vulgo Bigode, nasceu no Rio de Janeiro, em 15 de julho de 1945. Filho do produtor de cinema João Tinoco de Freitas e de Aimée Stella Lacerda de Freitas.

Aos 19 anos, poeta com livros publicados e militante do PC, foi convidado pelo diretor Ruy Santos para ser seu assistente no longa Onde a Terra Começa (1965). A paixão pelo cinema veio com o mestre Nelson Pereira dos Santos, de quem foi assistente em El Justiceiro (1966), Fome de Amor (1967), Azylo Muito Louco (1969), Como era gostoso o meu francês (1972), Quem é Beta? (1972) e o Amuleto de Ogum (1973).

Dedicou seu trabalho a temas da cultura brasileira, nos filmes: O Enfeitiçado (1968), sobre o escritor Lúcio Cardoso; Angelo Agostini (1968); Conversa de Botequim (1970), com João da Bahiana, Donga e Pixinguinha; O Sereno Desespero, uma antologia dramatizada de poemas de Cecília Meireles (1972); Trilhos Urbanos, documentário sobre o bairro de Santa Tereza (1980); e dois outros sobre o Museu de Arte Moderna do Rio e o Centro Cultural Banco do Brasil (1996).

O primeiro longa foi uma adaptação livre do romance Mãos Vazias, de Lúcio Cardoso (1972), com sua amiga Leila Diniz de estrela. Mergulhou na onda psicodélica e depois na psicanálise com Eduardo Mascarenhas, o que o levou ao segundo longa, o Princípio do Prazer (1978), uma tragédia erótica e freudiana.

Publicou poesia em antologias e escreveu no primeiro jornal gay, Lampião e Maria Bonita. Maria Bethania disse um poema seu no show Drama, posteriormente disco (1974).

Escreveu diversos roteiros que continuam inéditos (adaptou os romances Serafim Ponte Grande, de Oswald de Andrade; e O Bom Crioulo, de Adolfo Caminha; os originais Tesouros da Juventude e Surfista de Trem, e um conto de Clarice Lispector (em parceria com a escritora). Em 1987, realizou Leila Diniz, um filme premiadíssimo e sucesso de público.

Em 92/93 foi produtor executivo da Escola Internacional de Cinema, a convite de Ney Sroulevitch. Na volta ao Brasil dirige For All, que levou todos os principais prêmios de Gramado 97 e foi apresentado no Encontro de Cinema Brasileiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, em junho de 98.

Atualmente supervisiona o longa Conexão Brasil, do núcleo Audiovisual de Cascavel (PR); o desenho de produção da série Casa Grande e Senzala, de Nelson; e desenvolve o roteiro Viva Sapato!, uma idéia sua e do ator Jorge Perugorria, que pretende filmar.