ENCONTRO MARCADO    
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FERREIRA GULLAR

10 de setembro de 1930 – nasce, em São Luís do Maranhão, o poeta José Ribamar Ferreira, que mais tarde adotará o pseudônimo Ferreira Gullar, filho de Newton Ferreira e Alzira Goulart Ferreira.

1937/1941 – cursa o primário no Colégio São Luís Gonzaga.

1942 – faz exame de admissão no Ateneu Teixeira Mendes, mas não termina o ano neste colégio.

1943/1947 – cursa a Escola Técnica de São Luís.

1948 – trabalha como locutor na rádio Timbiras; colabora no periódico Diário de São Luís.

1949 – publicação de seu primeiro livro Um pouco acima do chão.

1950 – participa de uma campanha política de oposição ao governo do Estado; perde o emprego de locutor; vence um concurso literário de âmbito nacional promovido pelo Jornal de Letras.

1951 – transfere-se para o Rio de Janeiro, onde conhece jornalistas e escritores cariocas; trabalha como copidesque na revista O Cruzeiro e na revista do IAPC; colabora na imprensa carioca com poemas e crítica de artes plásticas.

1954 – publicação do livro A luta corporal, que marca o verdadeiro início de sua carreira de poeta, influindo no surgimento do movimento da poesia concreta

1955/1957 – participa do movimento da poesia concreta, com o qual rompe, mais tarde, para fundar o movimento neoconcreto; trabalha como revisor e posteriormente como redator da revista Manchete; trabalha como copidesque no Diário Carioca; inicia, com Oliveira Bastos, o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil.

1958 – publicação de Poemas.

1959 – funda, com outros poetas e artistas plásticos, o movimento neoconcreto. Publicação de Teoria do não-objeto.

1961 – torna-se diretor da Fundação Cultural, em Brasília. Mantém-se no cargo até outubro deste ano, mês em que conclui o projeto do Museu de Arte Popular e vê sua construção iniciada.

1962 – rompe com a poesia de vanguarda e tem início a fase política de sua obra; engaja-se no movimento de cultura popular, integrando o Centro Popular de Cultura. Publicação de João Boa-Morte, cabra marcado para morrer e de Quem matou Aparecida?.

1963 – é eleito presidente do Centro Popular de Cultura.

1965 – funda, com Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes, Armando Costa, Theresa Aragão, o Grupo Opinião onde se iniciou a resistência da intelectualidade à ditadura militar; reedição do ensaio Cultura posta em questão; a 1ª edição havia sido queimada na invasão da UNE, em abril de 1964.

1966 – publicação de A luta corporal e novos poemas e de Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come (com Oduvaldo Vianna Filho).

1967 – publicação de A saída? Onde fica a saída? (com Armando Costa e A. C. Fontoura).

1968 – é preso pelo governo militar. Publicação de Dr. Getúlio, sua vida e sua glória (com Dias Gomes). Recebe os prêmios Molière (teatro), Saci (teatro), Governo do Estado de S. Paulo (teatro).

1969 – publicação de Vanguarda e subdesenvolvimento.

1970 – passa a viver na clandestinidade, devido a constantes perseguições e ameaças de prisão; dedica-se à pintura.

1971/1976 – exila-se do Brasil, vivendo em Moscou, Santiago do Chile, Lima e Buenos Aires. Do exílio, envia matérias para a imprensa brasileira. Assina artigos para O Pasquim, sob o pseudônimo de Frederico Marques; leciona português na Argentina. Publicação de Dentro da noite veloz (1975).

1976 – escreve o Poema sujo, na Argentina, obra que lhe proporcionou grande popularidade.

1977/1980 – de volta ao Brasil, é preso e levado ao DOI-CODI, sendo solto, posteriormente, por força da pressão da opinião pública. Retoma suas atividades de jornalista, poeta e crítico; adapta peças de teatro para a televisão; escreve para a série Aplauso e para o seriado Carga pesada; publicação de Antologia poética e de Uma luz no chão (1978); recebe os prêmios Crítica (poesia 1978), Personalidade Literária do Ano (Câmara Brasileira do Livro 1978) e Personalidade do Ano (Instituto dos Arquitetos do Brasil 1978); lançamento do disco Antologia poética, na voz do autor, e do livro Um rubi no umbigo (1979); publicação de Na vertigem do dia e de Toda poesia (1980).

1982 – recebe o prêmio Molière (teatro).

1984 – publicação de Sobre arte.

1985 – publicação de Os melhores poemas de Ferreira Gullar e de Etapas da arte contemporânea. Recebe o prêmio Molière (teatro).

1986 – publicação de Crime na flora.

1987 – recebe o prêmio Livro de Poesia do Ano (Pen Clube do Brasil); publicação de Barulhos.

1989 – publicação de Indagações de hoje e de A estranha vida banal.

1992/1995 – exerce o cargo de presidente da Funarte. Publicação de Argumentação contra a morte da arte.

1996 – publicação de Gamação.

1997 – recebe o prêmio de Melhor Tradução (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil); publicação de Cidades inventadas.

1998 – publicação de Rabo de foguete, os anos de exílio.

Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte, foi presidente da Fundação Cultural de Brasília e membro do Conselho Federal de Cultura.