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JON TOB AZULAY

Filme: Os Doces Bárbaros

"Os Doces Bárbaros quebrou o gelo das relações entre o cinema e a música popular no Brasil. E isso é muito, uma vez que há anos a gente vive a frustração de ver um enorme pique de criatividade no cinema brasileiro e sua incapacidade de aproveitar o riquíssimo audiovisual que a fauna da música popular oferece. Este filme tem, além dos melhores números até aqui filmados da música popular moderna no Brasil, o mais rico e profundo documento de alguns indivíduos que a produzem. Gilberto Gil, flagrado num episódio difícil de sua vida, deixa ver, para além da festividade libertária, que a superfície do acontecimento possa suscitar, os labirintos que um homem superior tem que enfrentar no caminho da sabedoria. O rosto de Maria Bethania sem pintura, no despojamento total do mito, dando uma entrevista a um jornalista qualquer, é a confirmação do mito e, possivelmente, uma das mais belas e importantes cenas do cinema brasileiro de todos os tempos."
Caetano Veloso – Pressbook, 1978.

"Azulay soube aproveitar toda a aura que envolve Caetano, Gil, Gal e Bethânia, transformando os mitos em gente e gente em mitos."
José Rodrigo Fidalgo, A Tribuna, Santos, SP, 10/8/78.

"Os Doces Bárbaros provoca o tempo inteiro sua platéia, inesperadamente grande. Essa participação se traduz de maneira ruidosa, através de comentários, de piadas, de vaias e até de inflamados aplausos. O espectador se vê subitamente obrigado a um exercício de raciocínio e reflexão".
Edmar Pereira, O Estado de São Paulo, 12/8/78.

"(...) o grande mérito de abrir, para o cinema brasileiro, uma nova perspectiva: a de poder registrar no celulóide alguns dos grandes momentos da nossa música popular, oferecendo-os, a baixo custo, a um público normalmente impedido, por questões econômicas, de freqüentar espetáculos. (...) Tem ainda a seu favor o fato de deixar o espectador livre para participar, com o riso, a alegria que o contamina e até aplausos em certos momentos. (...) O cinema brasileiro estava há muito aguardando uma realização como esta (...)"
Orlando Fassoni, Folha de São Paulo, 21/8/78.

Filme: Corações a Mil

"A gente conhece muitos filmes sobre conjuntos ingleses e americanos. Mas Corações a Mil é renovador, pois trata-se de um filão esquecido no país, que foi Alô, Alô, Carnaval."
Manoel Henriques, Correio Brasiliense, 12/4/83.

"Gil, Casé e Barcellos contra-atacam com mirabolantes cenas de ação. (...) Jairo (Joel Barcellos) e Su (Regina Casé), um dos casais mais improváveis e hilariantes que já pintaram na comédia brasileira."
Carlos Alberto de Mattos, Pipoca Moderna, março de 83.

"(...) produto tecnicamente sofisticado. (...) Corações a Mil se parece com os muitos filmes feitos no tempo das chanchadas de carnaval da Cinédia ou da Atlântida." José Carlos Avellar, Jornal do Brasil, Cad.B, 12/3/83.

Filme: O Judeu

"Jom Tob Azulay, com seu filme O Judeu, que está sendo exibido em Nova York, no Film Forum, recebeu uma crítica favorável do "New York Times", decisiva para cinema estrangeiro. É o primeiro filme brasileiro que se vê por aqui, em muitos anos."
Paulo Francis, O Globo, Diário da Corte, 16/1/97.