ENCONTRO MARCADO    
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JON TOB AZULAY

25/12/1941 – nasce, no Rio de Janeiro, num casarão em Botafogo, na rua Bambina, 17, onde vive na companhia dos pais, dos dois irmãos menores e dos avós paternos até a idade de treze anos, quando se muda com os pais e os irmãos para Ipanema. Estuda, inicialmente, numa escola inglesa, a British School of Rio de Janeiro, na rua Real Grandeza. Aos dez anos passa para o Colégio Anglo-Americano, na Praia de Botafogo, e, já morando na Barão da Torre, 435, Ipanema, estuda no Colégio Mallet Soares, na Xavier da Silveira.

1959 – entra para a Faculdade Nacional de Direito da UNB (atual UFRJ), onde se forma, em 1965, após viver um ano em Washington D.C., fazendo cursos e trabalhos diversos.

1965 – é aprovado nos exames do curso de preparação à carreira de diplomata do Itamarati, o Instituto Rio Branco, de onde sai Terceiro Secretário da Embaixada, em 1967. Trabalha no Departamento de Assuntos Americanos do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro, até 1971, quando é removido para o Consulado de Los Angeles, Califórnia, onde serve, como Cônsul-Adjunto, até 1974.

1973 – junto com o fotógrafo Fernando Duarte, registra em filme e som direto o histórico encontro entre Tom Jobim e Elis Regina (do qual resultará um dos primeiros musicais da televisão brasileira), experiência profissional inaugural, que marcaria definitivamente sua futura inclinação pelo cinema musical e pelo documentário. Removido para o Rio de Janeiro, desliga-se do Itamarati, em 1975, passando a dedicar-se à profissão de cineasta.

1975 – funda a sua empresa, a AeB Produções Ltda. Associação com o cineasta Alberto Cavalcanti, para quem concebe e produz, com financiamento da Embrafilme, o projeto Um Homem e o Cinema. Euphrasia, primeiro curta-metragem, que produz, dirige e fotografa, é indicado para a Coruja de Ouro e para a Mostra Competitiva do Festival de Gramado de 1975.

1976 – inicia as filmagens de Os Doces Bárbaros com Gilberto Gil, Gal Costa, Caetano Veloso e Maria Bethania, que será o primeiro documentário-musical de longa-metragem do cinema brasileiro. O filme é finalizado em Los Angeles e leva três anos para ficar pronto.

1978 - estréia do filme Os Doces Bárbaros no cinema Rian da Av.Atlântica. Contou com a presença dos quatro artistas baianos e foi bem acolhido pelo público e pela crítica. A censura corta dez minutos, mas libera para quatorze anos.

1979 – recebe o prêmio de Melhor Direção de Fotografia no XII Festival de Cinema de Brasília de 1979 pelo filme Muito Prazer, de Davi Neves, que ainda recebe os prêmios de Melhor Filme e Melhor Ator (Otávio Augusto). Cabe lembrar que o filme foi rodado em película 16 mm reversível (Ektachrome Comercial-ECO) e ampliado para 35 mm nos laboratórios Líder, no Rio de Janeiro, algo que nunca antes se fizera e que um festival do porte de Brasília pela primeira vez reconhecia.

1981 – nasce sua filha Clara Azulay (18 de junho). Início das filmagens de Corações a Mil, comédia musical de ficção com técnica de cinema direto, com Gilberto Gil, Regina Casé e Joel Barcellos. Será o primeiro filme brasileiro a utilizar a tecnologia Dolby Stereo. A imagem do filme é ampliada para 35 mm em Nova York, e o som é masterizado em Los Angeles.

1987 (outubro) – início das filmagens de O Judeu em Lisboa, que se interrompem em dezembro.

1994 (outubro a novembro) – término das filmagens de O Judeu, pondo fim a uma crise de sete anos resultante da paralisação das filmagens.

1995 – pré-estréia (7 de setembro) de O Judeu no cinema Tivoli, em Lisboa, abrindo as comemorações da Semana da Pátria com a presença do ex-presidente Itamar Franco, do embaixador José Aparecido de Oliveira e do presidente Mário Soares. O Judeu ganha o prêmio de Melhor filme, além de Melhor Direção de Arte (Adrian Cooper), Melhor Som (Branko Neskov) e Melhor Ator Coadjuvante (José Lewgoy) no Festival de Brasília de 1995. Ganha também o primeiro prêmio HBO.

1998 – no primeiro trimestre, viajou para Havana, Cuba, onde fez a produção executiva do filme Estorvo de Ruy Guerra, primeira co-produção oficial luso-cubano-brasileira, experiência que, somada a viagens que fez à Colômbia, à Venezuela e ao México, o convence da viabilidade e necessidade de integração do cinema brasileiro com o cinema latino-americano e ibérico, meta a que presentemente se dedica. Como produtor e diretor, tem como projetos prioritários a realização do filme Mátria longa-metragem histórico de época sobre a saga de uma família luso-brasileira, que se vê dividida com a independência do Brasil, em 1822 – assim como a produção da série intitulada O Olhar Francês sobre o Brasil, constituída de documentários de 25 min cada um, sobre as relações dos franceses com o Brasil.