ENCONTRO MARCADO    
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JOÃO ANTONIO

1937 – João Antônio Ferreira Filho nasce no dia 27 de janeiro, em São Paulo, num bairro operário. É filho de João Antônio Ferreira e de Irene Gomes Ferreira.

1944 – muda-se com sua família para Pompéia (na cidade de São Paulo), onde faz o curso primário, no Externato Henrique Dias.

1949 – inicia os estudos no Colégio Campos Sales, na Lapa (na cidade de São Paulo), onde cursa o ginásio e o normal.

1951 – passa a residir na Vila Jaguara (na cidade de São Paulo).

1952 – publica seus primeiros textos num jornalzinho infanto-juvenil, O Crisol, no bairro da Moema (cidade de São Paulo).

1953 – sua família muda-se novamente; vão residir na Vila Anastácio (na cidade de São Paulo). Começa a trabalhar como "office-boy" na Companhia Anderson Clayton.

1954 – os salões de sinuca da Vila Anastácio e do centro da cidade passam a fazer parte da vida de João Antônio, e neles convive com malandros, prostitutas e boêmios; ao mesmo tempo lê e escreve muito.

1958 – ganha concursos de contos na revista A Cigarra e no Jornal Tribuna da Imprensa, ambos do Rio de Janeiro.
– inicia o curso de jornalismo na Escola de Jornalismo Casper Líbero, em São Paulo.

1959 – escreve Malagueta, Perus e Bacanaço.
– ganha um concurso de contos no jornal Última Hora, de São Paulo.

1960 – sua casa no bairro de Jaguaré (cidade de São Paulo) é destruída por um incêndio e os originais de Malagueta, Perus e Bacanaço são queimados.

1962 – os textos de Malagueta são reescritos na cabine 27 da Biblioteca Municipal Mário de Andrade, em São Paulo.

1963 – publica Malagueta, Perus e Bacanaço. Com este livro ganha o Prêmio Fábio Prado, o maior da época, para originais inéditos. Depois, dois Prêmios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro: Revelação de Autor e Melhor Livro de Contos.

1964 – muda-se para o Rio de Janeiro e começa a trabalhar no Jornal do Brasil.

1966 – retorna para São Paulo para integrar a equipe que lança a revista Realidade.

1967 – casa-se com Marília Mendonça Andrade.
– nasce seu filho Daniel Pedro de Andrade Ferreira.

1968 – lança o primeiro conto-reportagem do jornalismo brasileiro Um dia no cais.
– volta ao Rio de Janeiro e passa a trabalhar na revista Manchete.

1970 – trabalha no jornal O Globo como editor de Cidade. Daí passa para a Rio Gráfica Editora, onde permanece até 1972.
– é internado no Sanatório da Muda, no bairro da Tijuca (cidade do Rio de Janeiro) por estafa. Aí lê a obra de Lima Barreto e começa a escrever Calvário e porres do pingente Afonso Henriques de Lima Barreto.

1972 – trabalha no jornal Diário de Notícias onde fica até 1974
– seu segundo livro Leão-de-chácara é concluído.

1974 – com Leão-de-chácara classifica-se em 4º lugar na disputa do Prêmio Nacional de Contos do Paraná.
– em agosto, começa a escrever uma crônica semanal no O Pasquim, a convite de Millôr Fernandes.

1975 – publica Leão-de-chácara após doze anos da edição de seu primeiro livro.
– lança, também, Malhação do judas carioca, com seus melhores textos publicados em jornais e revistas.
– cria a expressão "imprensa nanica" no Pasquim para designar os jornais alternativos que circularam no período da ditadura.
Leão-de-chácara recebe o Prêmio Ficção da Associação dos Críticos de Arte de São Paulo.

1976 – publica Casa de loucos, coletânea de textos jornalísticos.

1977 – publica dois livros: Lambões de Caçarola e Calvário e porres do pingente Afonso Henriques de Lima Barreto.
Malagueta, Perus e Bacanaço é adaptado para o cinema por Maurice Capovilla, com o título O jogo da vida.

1978 – lança o livro Ô Copacabana!.

1981 – Malagueta, Perus e Bacanaço é traduzido na Tchecoslováquia e se transforma numa rádio-peça da Rádio de Praga.

1982 – publica Dedo-Duro e o livro de ensaios Noel Rosa.
Dedo-Duro recebe os seguintes prêmios: Prêmio Melhor Ficção do ano de 1982; Prêmio Pen Clube, Melhor livro de ficção e Prêmio Brasília, Melhor livro do ano de 1982.

1983 – publica Meninão do caixote.

1985 – viaja para Cuba onde permanece durante três meses.

1986 – é publicado Abraçado ao meu rancor.

1987 – Abraçado ao meu rancor coleciona vários prêmios: Troféu Golfinho de Ouro, Melhor Livro do Ano, Rio; Prêmio Pedro Nava, São Paulo; Troféu Oswald de Andrade, Porto Alegre.
– Viaja para Berlim Ocidental, com uma bolsa de estudos do governo alemão.

1989 – publica o texto Malagueta em Berlim, oito meses sem sol, pela revista bilíngüe Nossa América, de São Paulo.

1991 – publica Zicartola e que tudo mais vá pro inferno!

1992 – publica Guardador.

1993 – Guardador ganha o Prêmio Jabuti.
– publica mais dois livros: Um herói sem paradeiro e Afinação da arte de chutar tampinhas.

1996 – morre em seu apartamento em Copacabana, Rio de Janeiro, provavelmente de infarto fulminante.
– deixa concluídos para publicação Patuléia, Sete vezes rua e Dama do Encantado.