ENCONTRO MARCADO    
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IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

Em 31 de julho de 1936, nasce em Araraquara, cidade do interior de São Paulo, Ignacio de Loyola Lopes Brandão, filho de Antonio Maria Brandão e D. Maria do Rosário Lopes Brandão. Inicia sua carreira jornalística em 1952, na própria cidade natal, primeiro como crítico de cinema – uma de suas paixões – da Folha Ferroviária, depois passando pelo Correio Popular e pelo diário O Imparcial. Essa paixão o levaria mais tarde a pensar em escrever para cinema, idéia da qual desistiria devido às dificuldades da profissão de roteirista na época.

Durante a adolescência, teve a oportunidade de entrar em contato com os 900 livros da biblioteca formada em casa pelo pai, que era ferroviário. Ignacio de Loyola também freqüentava com assiduidade a biblioteca municipal, até que não restara mais nada a ler senão os volumes da Revista dos Tribunais. Nesse momento, 1957, deixa Araraquara e, junto com o amigo de colégio José Celso Martinez, muda-se para São Paulo.

Na capital paulista, ingressa como repórter no jornal Última Hora – onde a primeira tarefa foi entrevistar com ajuda de mímica e do inglês ginasial o primo do então presidente americano, Eisenhower – depois ocupa os seguintes cargos: redator, chefe de reportagem, crítico de cinema, secretário de redação e chefe de redação. Em 1965, tem sua estréia literária com a publicação do conto O menino que vendia palavras, na revista Cláudia. No mesmo ano, ainda trabalhando na Última Hora, reuniu alguns contos e publicou seu primeiro livro, Depois do sol, que teve lançamento Meteórico e apoteótico e recebeu elogios da crítica. O autor se recorda que seu primeiro livro autografado foi para a grande dama do teatro brasileiro, Cacilda Becker.

Em 1966, inicia sua participação na Editora Abril, tornando-se sucessivamente redator, secretário de redação e redator chefe da revista Cláudia. Na mesma editora, foi repórter da extinta revista Realidade. Muda para a Editora Três em 1972, trabalhando na chefia de editoria da revista Planeta, onde fica por cinco anos. Também nessa editora, passa pelas revistas Ciência e Vida, Homem Vogue e Lui, além de participar da coordenação das coleções Clássicos da Literatura Brasileira e Portuguesa e Biblioteca Planeta. Em 1979 decide deixar um pouco de lado a atividade de jornalista e se dedicar mais à literatura. Nesse ano, seu livro Zero é finalmente liberado pela censura brasileira depois de ter sido lançado com sucesso na Itália, em 1974.

A convite do governo e de universidades alemães, muda-se em 1982 para Berlim Oriental, num projeto que envolvia mais 17 autores de outros países. Lá permaneceu por quase dois anos, período em que escreveu dois livros.

Depois de lançar O ganhador, em 1987, declara um período de recolhimento, de reavaliação, durante o qual restringe sua atividade literária a escrever livros não ficcionais sob encomenda, se reaproximando do jornalismo. Em 1990, entra na revista Vogue, como redator-chefe e depois como diretor de redação, e no jornal Folha da Tarde, como colunista.

Em 1996 um fato iria mudar sua vida: descobre ser portador de um aneurisma cerebral.
A expectativa da delicada cirurgia, o risco da morte ou de imprevisíveis seqüelas mergulham o autor num mundo de lembranças da infância, de pessoas que passaram por sua vida, fatos da carreira, revitalizando seu olhar sobre a vida. Desse processo resulta o livro Veia bailarina, que mistura suas recordações com impressões detalhadas sobre a difícil experiência, cujo desfecho transcorreu normalmente.