ENCONTRO MARCADO    
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HERMÍNIO BELLO DE CARVALHO

1935 – nasce a 28 de março, no bairro de Olaria, na cidade do Rio de Janeiro. É o filho caçula do casal Ignácio Bello de Carvalho e Francisca da Costa Carvalho.

1948 – começa a freqüentar a Rádio Nacional como "macaco de auditório", expressão depreciativa criada por Nestor de Hollanda.

1950 – começa a trabalhar como escrituário na Companhia Saveiros Camuyrano, na cidade do Rio de Janeiro.

1951 – participa como redator e repórter da Rádio Entrevista, publicação que pretendia se igualar à famosa Revista do Rádio, de Anselmo Domingos. Na função de repórter teve oportunidade de entrevistar Linda Batista (que o levou a Petrópolis para conhecer Getúlio Vargas), Francisco Alves, Heleninha Costa, Dolores Duran, Dalva de Oliveira, Emilinha Borba, Marlene, entre outros.
Como redator, assinava uma coluna sobre discos.

1953 – produz a primeira experiência radiofônica de leitura musicada e interpretada para o microfone. Essa audição foi realizada num estúdio de rádio, em ondas curtas, pela PRN-9 e teve a duração de vinte e cinco minutos. Jodacil Damasceno foi o violonista convidado para tocar nesse programa experimental. Essa apresentação obteve êxito e gerou vinte e seis audições.

1956 – escreve Carta ao poeta Manuel Bandeira, publicada no nº 14 da Revista de Música Popular, na qual criticava um artigo de Bandeira, com o título Literatura de Violão.

1958 – inicia suas atividades na Rádio Ministério da Educação e Cultura – MEC, a convite do musicólogo Mozart Araújo. Redige e apresenta programas radiofônicos e também produz de 1958 a 1960 e de 1964 a 1971 várias séries, entre elas Violão de Ontem e de Hoje, Retratos Musicais, Reminiscências do Rio de Janeiro, Mudando de Conversa, Música, divina música e Orquestra de Sopros.

1963 – realiza a conferência Sambas e Sambistas Cariocas no Museu Nacional de Belas Artes, na cidade do Rio de Janeiro.
Apresenta, sem qualquer remuneração, as rodas de samba do restaurante Zicartola, na cidade do Rio de Janeiro.

1964 – cria o movimento de vanguarda denominado O Menestrel, que reunia em seus concertos música popular e erudita. Dentro desta linha de espetáculo, lança, em dezembro, Clementina de Jesus, no Teatro Jovem, de Kleber Santos. Nesta oportunidade, a partideira atuou ao lado de Turíbio Santos, violonista clássico.
– Estréia como compositor no musical Opinião, com o samba Cicatriz, concebido em parceria com Zé Keti e cantado por Nara Leão.

1965 – escreve o roteiro e dirige o musical Rosa de Ouro. Neste espetáculo apresentaram-se Clementina de Jesus e Araci Cortes, ao lado de Paulinho da Viola (revelado ao público neste show), Nélson Sargento da Mangueira, Anescarzinho do Salgueiro, Élton Medeiros da Unidos de Lucas e Jair do Cavaquinho da Portela. A partir do Rosa de Ouro, esses artistas passaram a ter oportunidades nas emissoras de televisão e gravadoras, espaços até então fechados para eles.
– Inicia sua atividade como produtor de discos com o LP Elizeth sobe o Morro.
– Realiza palestras sobre Villa-Lobos em Portugal, na Espanha e na França.
– É lançado o LP com a trilha original do espetáculo Rosa de Ouro. Este disco recebeu o Prêmio Euterpe, além de ser considerado, por unanimidade, o melhor do ano.

1966 – é eleito patrono da cadeira nº 4 da Academia de Letras de Três Rios, cidade do estado do Rio de Janeiro.
– estréia de João – Amor e Maria, ópera popular, composta em parceria com Maurício Tapajós e Cacaso (lançado o LP no mesmo ano), no Teatro Jovem, na cidade do Rio de Janeiro.
– passa a integrar o Conselho Superior de Música Popular do Museu da Imagem e do Som, na cidade do Rio de Janeiro.

1967 – participa do II Festival Internacional da Canção, promovido pela TV Globo, em que obtém o oitavo lugar com a música Fala Baixinho, composta em parceria com Pixinguinha e apresentada por Ademilde Fonseca.

1968 – escreve o roteiro e dirige o espetáculo que reuniu Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, Zimbo Trio e o Época de Ouro, no Teatro João Caetano, na cidade do Rio de Janeiro.
– dirige o espetáculo Mudando de Conversa, com a participação de Ciro Monteiro, Clementina de Jesus e Nora Ney.
– classifica o samba Sei lá Mangueira, em parceria com Paulinho da Viola, entre os finalistas do IV Festival da Música Popular Brasileira, organizado pela TV Record, de São Paulo.
– obtém o terceiro lugar na I Bienal do Samba, promovida pela TV Record, com a música Pressentimento, composta com Élton Medeiros.

1970 – escreve, em parceria com Fauzi Arap, o roteiro do show É a Maior, que focalizava a cantora Marlene nos tempos áureos da Rádio Nacional.
– dirige dois espetáculos estrelados por Elizeth Cardoso na boate Sucata, na cidade do Rio de Janeiro.

1971 – dirige com Fauzi Arap o espetáculo estrelado por Marlene Na Boca da Noite um Gosto de Sol. A apresentação foi realizada na boate Colt 45, na cidade do Rio de Janeiro.
– é demitido da Rádio MEC pelo governo da ditadura.

1973 – excursiona pela França, Bélgica e Alemanha dirigindo o espetáculo Panorama Brasileiro.
– pede demissão da Companhia Saveiros Camuyrano.

1974 – dirige o espetáculo Festa Brasil, apresentado nos Estados Unidos e Canadá. Participaram dele Simone, Tamba Trio, Roberto Ribeiro e o Conjunto Folclórico Viva Bahia.
– escreve o roteiro e dirige o show Face a Faca, protagonizado por Simone.
– assume a vice-presidência da Sociedade Musical Brasileira – SOMBRÁS que lutava pela moralização do direito autoral. A presidência era ocupada por Tom Jobim.

1975 – escreve o roteiro e dirige o show Te Pego pela Palavra, estrelado por Marlene e apresentado na boate Number One, na cidade do Rio de Janeiro.

1976 – lança o disco (LP) Pastores da Noite.
– começa a dirigir artisticamente o projeto Seis e Meia, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. A série foi criada por Albino Pinheiro com o objetivo de divulgar a música popular brasileira e aproveitar o horário ocioso do teatro com espetáculos de baixo custo.
– é contratado pela TV Educativa – TVE, onde, a partir deste ano, produz e apresenta os programas Água-Viva, Lira do Povo, Contraluz e Mudando de Conversa.
– é realizado pela TV Educativa – TVE um programa especial sobre sua vida, que contou com a participação de Marlene, Araci de Almeida, Marisa Gata Mansa, Simone e depoimentos de Sérgio Cabral, Caetano Veloso e Heleninha Costa.

1977 – recebe o prêmio Antena de Ouro pelo programa Água-Viva, veiculado pela TV Educativa – TVE.
– inspirado no projeto Seis e Meia, cria o projeto Pixinguinha na Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, tendo como meta levar a música popular brasileira às mais distantes regiões do país e estimular a criação de novas platéias através do ingresso subsidiado ao espectador de baixa renda.

1978 – assume a chefia da Consultoria para Projetos Especiais da Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, onde desenvolve a partir deste ano uma série de projetos, entre os quais: Lúcio Rangel (premiação e edição de monografias sobre artistas da MPB); Almirante (edição de discos paradidáticos sobre Ismael Silva, Geraldo Pereira, Wilson Batista, Ataulfo Alves, Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco, cavaquinista Jacaré etc.); Ayrton Barbosa (edição de partituras inéditas); Radamés Gnattali (edição de discos paradidáticos de estímulo à prática de conjunto) e Ary Barroso (divulgação da música popular brasileira no exterior).

1979 – recebe o troféu Estácio de Sá – concedido pela Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro – pelo seu trabalho no campo da música popular brasileira.
– produz o LP Valzinho, Um Doce Veneno, trazendo Zezé Gonzaga de volta, após 10 anos de ausência.

1980 – dirige o show Vida de Artista, com Elizeth Cardoso, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro.

1983 – dirige Dorival Caymmi na entrega do Prêmio Shell, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
– dirige Elizeth Cardoso no show Canção de Amor, no Golden Room do Copacabana Palace, na cidade do Rio de Janeiro.

1984 – recebe o Título Maior Personalidade da Música Popular Brasileira do ano, conferido por uma comissão de críticos escolhida pela revista Playboy.
– dirige Luiz Gonzaga na entrega do Prêmio Shell, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

1985 – ano do seu 50º aniversário, são lançados o disco (LP) Lira do Povo e o livro de poesias Bolha de Luz.
– escreve o roteiro e dirige o show Caymmi em Concerto, protagonizado por Dorival Caymmi e realizado no Teatro Castro Alves, em Salvador, estado da Bahia.
– recebe a medalha Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

1987 – desfila na Comissão de Frente da Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, no carnaval do Rio de Janeiro.
– dirige Herivelto Martins na entrega do Prêmio Shell, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

1989 – desliga-se da Fundação Nacional de Arte – FUNARTE.
– produz os dois últimos LPs de Elizeth Cardoso – Todo Sentimento e Ary Barroso.
– dirige a última apresentação de Elizeth Cardoso.

1990 – participa do projeto Poeta Mostra a sua Cara, no Rio Jazz Club, na cidade do Rio de Janeiro.
– o exercício de suas atividades na TV Educativa – TVE interrompe-se: é colocado em disponibilidade pelo presidente Collor.

1991 – produz o LP No Tom da Mangueira, com Tom Jobim, Chico Buarque de Hollanda, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, entre outros.

1992 – dirige o ciclo Lamartine Babo no Espaço Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, na cidade do Rio de Janeiro.

1993 – dirige o show São Francisco, com Oswaldo Montenegro, que percorreu várias cidades brasileiras.

1994 – lança o livro Cartas cariocas para Mário de Andrade.

1995 – dirige Baden Powell no show de entrega do Prêmio Shell de Música, na cidade do Rio de Janeiro.
– publica os livros Sessão passatempo e Umas e outros.
– em comemoração aos seus sessenta anos, são realizados vários shows e exposições no Rio de Janeiro (Museu Nacional de Belas-Artes e Museu da Imagem e do Som) e em São Paulo.

1996 – interessado pela causa ambientalista, desenvolve o projeto Trupes da Folia no manguezal do Jequiá, na ilha do Governador, cidade do Rio de Janeiro.

1997 – recebe o Prêmio SHARP de Música pela composição Timoneiro, composta em parceria com Paulinho da Viola.
– dirige o espetáculo Chico Buarque de Mangueira.
– idealiza o Centro de Memória da Mangueira.

1998 – recebe, pela segunda vez, o Prêmio SHARP de Música com a composição Chão de Esmeraldas, composta em parceria com Chico Buarque de Hollanda.

1999 – produz um CD com músicas de Wilson Batista interpretadas por Cristina Buarque, um CD com Zezé Gonzaga e Jane Duboc e o CD Bate outra vez com músicas de Maurício Tapajós.