ENCONTRO MARCADO    
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FERNANDO SABINO

Sobre No fim dá certo, último livro do autor

"Os elogios mais comuns dirigidos às suas crônicas têm a ver com o humor e a simpatia que exalam, sua capacidade de tratar levemente as coisas graves, a clareza das idéias e a fluência do texto. Não há tema proibido ou insignificante para Sabino. Ele é um daqueles sujeitos que afirmam: Nada do que é humano me é estranho."
Carlos Graieb. Veja. São Paulo, nº1561, 26/08/98.

Sobre A cidade vazia

"Fernando Sabino, de seu lado, é o espectador curioso e divertido da realidade exterior (...) o seu mundo é superpovoado, repleto de vizinhos e crianças barulhentas, de tipos estranhos em bares misteriosos, de encontros casuais e de neuróticos mais ou menos cômicos. Ele precisa da presença humana para compreender a terra dos homens".
Wilson Martins

Sobre O grande mentecapto

"Fernando Sabino, na posse madura da arte de escrever, mostra-se sempre à vontade neste livro ágil, matreiro e comovente, em que loucura e razão se entrelaçam e não se sabe ao certo onde está o absurdo: se naquela, ao afirmar-se com espontaneidade e singeleza, ou nesta, que se cobre de formalismo e impostura (...). A gente sai do livro amando o mentecapto como o irmão que não tivemos".
Carlos Drummond de Andrade. In: "O grande mentecapto". Rio de Janeiro: Record, 1996.

"O relato das aventuras e desventuras de Viramundo e de suas inenarráveis peregrinações não é apenas a obra-prima da vasta produção de seu autor, mas estou certo de que ficará como uma das expressões marcantes da nossa história intelectual, criadora de um tipo insólito e representativo, que vai permanecer ao lado dos personagens mais famosos de nossa ficção literária".
Tristão de Athayde

"Falei em alegria, embora se trate de uma sucessão de episódios que crescem avassaladoramente para o patético. E aqui está, precisamente, uma característica da grande linhagem clássica do romance picaresco, iniciada pelo Lazarillo de Tormes, e em que esta obra-prima de Fernando Sabino vem se inscrever".
Moacir Werneck de Castro

"O povo brasileiro, sofrido, batido, humilhado, mas sempre de pé, lutando, jamais vencido nem desesperado, ei-lo novamente o herói de nossa literatura. Neste livro de Fernando Sabino ele se chama Geraldo Viramundo, O Grande Mentecapto, ou seja, o cordial, o generoso, o justo, o corajoso, o imbatível homem brasileiro".
Jorge Amado

Sobre O encontro das águas

"É um livro sôfrego em cada linha, no suor que abafa o corpo do escritor, no ritmo das ruas e das criaturas".
Márcio Souza. "Duas virtudes de O encontro das águas". In: "O encontro das águas". Rio de Janeiro: Record, 1984.

Sobre O encontro marcado

"Em O encontro marcado faz – baseado na própria vida e na vida de seu grupo – a crônica de sua geração. Senhor de uma boa capacidade narrativa, conseguindo transmitir toda a angústia da mocidade desorientada, procurando caminhos, escreve um livro denso e inquietante – livro do maior valor como documento e da melhor categoria literária".
Renard Perez, "Fernando Sabino". In: "Escritores brasileiros contemporâneos". Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970.

"Uma obra que já revela o escritor em posse de si mesmo, nesse livro de sua verdadeira estréia no plano da grande literatura o drama de uma geração, de uma idade, de uma época social e daí lhe vem, igualmente, a importância que passa a ter na história das nossas letras".
Tristão de Athayde

"O ritmo do livro é muito bonito. E a história é subjetiva sem a pieguice do subjetivo. O livro todo parece filmado em luz de rua. Por isso às vezes dá a impressão desconcertante da falta absoluta de "literatura". O estratagema é quase uma ausência de estratagema".
Clarice Lispector

"O romance de Fernando Sabino nos põe em contacto com o drama dos moços sem raízes que não sabem o que fazer do corpo, da alma, da vida... O grande problema, apesar da insistência com que alguns personagens declaram que não existe problema, é o da humana sorte. Na realidade, é Deus o personagem principal do romance. Com extremo bom gosto, e sem nenhuma preocupação edificante, Fernando Sabino deixa o extraordinário misturar-se ao ordinário da vida, e o invisível comandar o visível".
Gustavo Corção

Sobre O menino no espelho

"Eu devo dizer, a bem da verdade, que a minha grande paixão é o romance do Fernando Sabino. O menino no espelho, acho um livro perfeito, um livro admirável. Eu sou encantado por esse livro. É uma das minhas preferências literárias. Um grande romancista".
Jorge Amado

Sobre A marca

"A marca traz um cunho de simplicidade e de equilíbrio, uma modéstia intelectual digna dos mais calorosos elogios (...) tenho a impressão de que este jovem mineiro será uma figura significativa em nossa literatura contemporânea".
Antonio Cândido, "Romance popular". In: "Brigada ligeira". São Paulo: Livraria Martins, s.d.

"A sensação que eu tenho, atravessada de sustos, de medos e até de tristezas, é que você acaba de escrever uma coisa muito grande, uma coisa de primeira ordem (...) É assombroso como você está escrevendo bem a prosa de ficção. É uma coisa admirável a sua linguagem e o seu estilo. Você está escrevendo tão bem como Machado de Assis!
Não estou exagerando o meu sentimento, nem sei bem, no estado atônito em que estou, se falar isso é um elogio, Fernando. Porque o fato grave é que você está, com todas as suas liberdades, com todos os seus brasileirismos, você está escrevendo clássico! você está ático. Confesso que isso é assustador".
Mário de Andrade

Sobre Os grilos não cantam mais

"Não há dúvida nenhuma que você, como bom mineiro tem o sentimento da língua, como cultura e principalmente como estilo, como expressão de pensamento. E tem no que escreve um sabor brasileiro, muito firme, muito nítido e muito atilado. De extremo bom gosto. (...) Seus contos são leves e delicadas transposições líricas da vida (...) ou irônicas transposições realísticas da vida".
Mário de Andrade