ENCONTRO MARCADO    
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FERNANDO SABINO

12 de outubro de 1923 – nasce Fernando Tavares Sabino, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

1930 – ingressa no curso primário do Grupo Escolar Afonso Pena.

1936 – ingressa no curso secundário do Ginásio Mineiro, em Belo Horizonte. Escreve seu primeiro trabalho literário, uma história policial publicada na revista Argus, da polícia mineira.

1938 – publica artigos, crônicas e contos nas revistas literárias Mensagem, Alterosa e Belo Horizonte. Escreve crônicas para o rádio, participando do concurso permanente da revista Carioca, do Rio de Janeiro, obtendo vários prêmios.

1941 – ingressa no serviço militar (CPOR), na cavalaria, onde permanece por 3 anos. Matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais. Ministra aulas de português no Instituto Padre Machado. Publica o seu primeiro livro Os grilos não cantam mais, de contos. Mário de Andrade escreve-lhe uma carta elogiosa, dando início a fecunda correspondência entre ambos.

1942 – é nomeado oficial de gabinete da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, cargo que ocupa até 1944. Faz estágio em Juiz de Fora, no 4º. Esquadrão do RCD, durante 3 meses.

1944 – publica a novela A marca. Muda-se para o Rio de Janeiro.

1945 – participa da delegação mineira no Congresso Brasileiro de Escritores de São Paulo.

1946 – termina a Faculdade Nacional de Direito na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro). Vai para Nova Iorque, onde fica por dois anos, entrando em contato com a literatura de língua inglesa. Lá, trabalha no Escritório Comercial do Brasil e no Consulado Geral do Brasil. Neste período, escreve crônicas semanais sobre a vida norte-americana para jornais brasileiros, entre eles Diário Carioca (Rio de Janeiro), Diários Associados, Jornal do Commercio (Recife), Folha da Tarde (São Paulo) e O Diário (Belo Horizonte), muitas delas incluídas em seu livro A cidade vazia. Inicia, também, o romance O grande mentecapto, que só viria a retomar 33 anos mais tarde.

1949 – ocupa o cargo de escrivão da Vara de Órfãos e Sucessões.

1950 – torna-se colunista da revista Manchete, trabalho que desempenha até 1972. Publica o livro A cidade vazia.

1952 – lança o livro de novelas A vida real, no qual exercita a sua técnica em novas experiências literárias.

1954 – publica Lugares comuns, dicionário de lugares comuns e idéias convencionais.

1956 – publica seu primeiro romance O encontro marcado, abrindo um novo caminho dentro da literatura nacional. Este livro é adaptado para o teatro em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, e torna-se argumento do filme com o mesmo título, premiado no Festival de Gramado e em Washington (EUA).

1957 – pede demissão do cargo de escrivão da Vara de Órfãos e Sucessões. Escreve crônica diária para o Jornal do Brasil.

1958 – colabora regularmente como colunista no Jornal do Brasil, deste ano até 1974.

1959 – torna-se correspondente, na Europa, do Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), Jornal do Commercio (Recife), Folha da Tarde (Porto Alegre) e da revista Manchete (Rio de Janeiro).

1960 – funda a Editora do Autor, com Rubem Braga. Viaja a Cuba como correspondente do Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), Estado de Minas (Belo Horizonte), Jornal do Commercio (Recife), A Tarde (Salvador) e Manchete (Rio de Janeiro). Publica os livros de contos e crônicas O homem nu, que se torna argumento de filme com o mesmo nome.

1961 – torna-se membro do júri do concurso literário Orlando Dantas.

1962 – publica A mulher do vizinho. Recebe o prêmio Fernando Chinaglia do Pen Clube do Brasil. É nomeado redator da Agência Nacional.

1964/1966 – mora em Londres, onde exerce a função de adido cultural na Embaixada do Brasil, atua na BBC e trabalha como correspondente do Jornal do Brasil. Participa, como delegado do Brasil, do Festival de Cinema de Edimburgo. Participa do Congresso Internacional do Pen Clube na Iugoslávia.

1965 – publica A companheira de viagem.

1967 – funda a Editora Sabiá, com Rubem Braga. Publica o livro A inglesa deslumbrada, com seleção de textos que escreveu para a BBC de Londres e para o Jornal do Brasil.

1968 – torna-se enviado especial, em Buenos Aires, Argentina, escrevendo reportagens para o Jornal do Brasil.

1969 – trabalha como enviado especial, em Lisboa, Portugal, escrevendo reportagens para o Jornal do Brasil.

1972 – vende a Editora Sabiá. Viaja a Los Angeles, onde faz minidocumentários sobre Hollywood para a TV Globo, em parceria com David Neves.

1973 – funda a Bem-te-vi Filmes Ltda e produz um filme para o Ministério das Relações Exteriores sobre a Feira Internacional de Indústria e Comércio em Assunção, Paraguai. Produz e dirige uma série de documentários sobre escritores brasileiros. Colabora regularmente na revista Manchete e no Jornal do Brasil.

1975 – trabalha como enviado especial, em Los Angeles, São Francisco, New Orleans e Miami, nos EUA, escrevendo para a revista Status e outras. Viaja ao Teerã, onde produz um filme sobre a Feira Internacional da Indústria. Publica Gente I e I/I.

1976 – faz um filme sobre a Feira Industrial do Brasil no México. Viaja a Nova Iorque. Deixa o Jornal do Brasil. É convidado do International Book Fair em Buenos Aires. Publica Deixa o Alfredo falar!.

1977 – escreve crônicas semanais em O Globo (Rio de Janeiro), Correio do Povo (Porto Alegre), Gazeta do Povo (Curitiba), Estado de Minas (Belo Horizonte), Jornal da Bahia (Salvador), Diário de Pernambuco (Recife), A Tribuna (Vitória), O Liberal (Belém), entre outros. Participa, como jurado, do concurso literário Guimarães Rosa. Publica O encontro das águas.

1978 – faz um filme sobre a Feira Industrial de Argel.

1979 – publica O grande mentecapto.

1980 – produz um filme sobre a Feira Industrial de Hanover. Recebe o prêmio Jabuti pelo romance O grande mentecapto. Recebe, também, o prêmio Golfinho de Ouro (melhor escritor do ano). Publica o livro A falta que ela me faz.

1982 – publica as cartas que recebeu de Mário de Andrade sob o título de Cartas a um escritor quando jovem. Publica, também, O menino no espelho, romance de suas reminiscências da infância, adotado em muitos colégios do Brasil.

1983 – publica o livro O gato sou eu.

1984 – publica os livros Macacos me mordam, conto em edição infantil e A vitória da infância.

1985 – publica a trilogia A faca de dois gumes, com novelas de amor, intriga e mistério, que se torna argumento de filme com o mesmo nome. Martini seco, novela da trilogia, é adaptada para o teatro no Rio de Janeiro.

1987 – publica a história infantil O pintor que pintou o sete e a editora Record faz edições de Os melhores contos, As melhores crônicas e As melhores histórias.

1988 – publica O tabuleiro de damas: esboço de autobiografia e a novela Martini seco.

1989 – seu romance O grande mentecapto é adaptado para o cinema e dirigido por Oswaldo Caldeira. Publica De cabeça para baixo, com relato de suas viagens.

1990 – lança a coletânea de crônicas e histórias curtas A volta por cima.

1991 – a Editora Ática publica uma edição de 500.000 exemplares de sua novela O bom ladrão (constante da trilogia A faca de dois gumes), um recorde de tiragem em nosso país. Neste mesmo ano é lançado Zélia: uma paixão.

1993 – publica Aqui estamos todos nus, uma trilogia de ação, fuga e suspense, da qual foram lançadas, em separado, pela editora Ática, as novelas Um corpo de mulher, A nudez da verdade e Os restos mortais.

1994 – publica as novelas Os restos mortais e A nudez da verdade. Publica, também, Com a graça de Deus: leitura fiel do Evangelho inspirada no humor de Jesus.

1996 – é lançada, pela Nova Aguilar, a sua Obra reunida.

1997 – publica as novelas Um corpo de mulher e O homem feito.