ENCONTRO MARCADO    
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FERNANDA MONTENEGRO

"No primeiro contato com o personagem, eu não vejo o espaço cênico. Vejo ali uma comoção que tem carne e osso, uma paixão que tem carne e osso. Vejo não só uma personagem pela qual me interesso, mas olho um conjunto humano que me sensibiliza, o qual engloba essa personagem e dá vida a ela.

Quando termino a leitura e meu coração bate mais depressa e meu pulso está mais acelerado, em estado de comunhão indescritível, puramente sensorial, sinto que há ali um material de primeiríssima qualidade. Isso é o que me interessa. Posso sentir isso diante de uma comédia de boulevard ou de uma peça de Beckett."
"Além da cópia". in: "Fernanda Montenegro, O exercício da paixão", Lúcia Rito. Rio de Janeiro: Rocco, 1990.

"Todo homem é um campo de batalha e o artista é sempre um transgressor. Os que acham que o ator vai para o palco somente para fazer o que aqui fora é proibido têm uma visão preconceituosa da profissão. O palco é um espaço libertário por excelência, e quem não tem demônios dentro de si não agüenta o jogo".
Orelha do livro "Fernanda Montenegro, O Exercício da paixão", Lúcia Rito. Rio de Janeiro: Rocco, 1990.

"O trajeto de um ator é insólito e misterioso, porque está ligado a uma ritualização da vida. É uma profissão corajosa, amedrontadora, porque num determinado momento você se grita Dionísio, se diz um Deus e assume o papel de outra personalidade, ou melhor, de outra entidade."
Orelha do livro "Fernanda Montenegro, O Exercício da paixão", Lúcia Rito. Rio de Janeiro: Rocco, 1990.

"No teatro, no momento em que estou em cena, em que piso o palco, ali está o centro, o umbigo do mundo. Este sentimento é independente da avaliação alheia. Isso não é presunção. É vocação. Morro de medo e insegurança. Mas essa crença me põe de pé."
Orelha do livro "Fernanda Montenegro, O Exercício da paixão", Lúcia Rito. Rio de Janeiro: Rocco, 1990.

Depoimento

"A arte é um estado de festa, é um estado de encontro, de conforto, de acalanto, enfim, de fraternidade. Qualquer arte, mesmo a mais contestadora, a mais desafiadora. Não estou falando de arte comportada não, estou falando da expressão do ser humano em todas as suas gamas, os seus desafios. É sempre algo que toca a vida pra frente".
entrevista de Lúcia Souza, 1996