ENCONTRO MARCADO    
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ELISA LUCINDA

"(...) Elisa cresceu, como poetisa e atriz. Entra em cena como se nunca tivesse pisado outro chão e logo domina tudo e todos. Como se estivesse reiniciando uma conversa interrompida na véspera. E assim vai desfiando, em andamentos e tonalidades diversas, as contas do seu rosário poético, emoções, ironias, amores eternos e passageiros, coisas da infância e da adolescência, insignificâncias a que deu importância, um leve toque de amargura aqui e além, mas sem ressentimento aparente, feridas cicatrizadas pelo Vesúvio das palavras e o dengo das rimas.
É prazer puro. Para ela e, quando orgiástico, para o público, ao qual se oferece em calorosa intimidade. Que Deus nos dê saúde para acompanhá-la na viagem."
Armindo Blanco, O Dia, RJ, 26/10/1995

"Elisa Lucinda diz seus poemas como quem vai bordando a existência. Ela sai colhendo poesia pela vida afora com talento impressionante. Sobe no palco e vai desatando os nós das palavras, e elas se multiplicam e obedecem a seu comando como as mais belas focas amestradas do circo da infância. A poesia de Elisa Lucinda é a poesia de todos nós, seu verbo é múltiplo, cabe na boca do mundo e atiça, inflama e emociona e traz notícias da melodia que não se perdeu, transformou-se, metamorfoseou-se, mas continua poesia."
Miguel Falabella, O Globo, 6/4/1997

"(...) Suas palavras sustentam-se no ar como que suspensas e, portanto, deixam entrever um certo mistério, um "suspense hitchcockiano". Digo isso porque a poesia falada de Elisa é sempre possibilidade do "porvir", uma revelação destrinchada aos poucos como pétalas suaves escondendo espinhos. "Saber que o amor só é amor quando é troca / e a troca só tem graça quando é de graça". É como se uma nova ação estivesse pronta para mover o poema além dos limites de uma escrita que parece não se encerrar nunca.(...)"
Jace Theodoro, A Gazeta, ES, 7/6/1998