ENCONTRO MARCADO    
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FERNANDO MORAIS

1946 – nasce Fernando Morais, em Mariana, Estado de Minas Gerais.

1959 – começa a trabalhar como office-boy no Banco da Lavoura.

1960 – torna-se repórter da revista Banlavoura, do Banco da Lavoura.

1965 – muda-se para São Paulo, onde passa a trabalhar no jornal A Gazeta.

1966 – incorpora-se ao recém fundado Jornal da Tarde, vespertino de O Estado de S. Paulo, onde passa oito anos, trabalhando sucessivamente como repórter, redator, sub-editor e repórter especial. Simultaneamente ao Jornal da Tarde, torna-se redator da Folha de S.Paulo e editor de reportagem da TV Cultura. Edita, também, a revista Bondinho e o jornal Ex, e colabora nos jornais Opinião, Movimento e nas revistas Status e Playboy.

1968 – assina a coluna Conversas, no Suplemento Feminino do Estado de S. Paulo, sob o pseudônimo de Fernando B.

1970 – lança o livro Transamazônica escrito em colaboração com Ricardo Gontijo e ilustrado com fotos de Alfredo Rizutti. Publicado originalmente em série pelo Jornal da Tarde neste mesmo ano, o livro retrata a aventura da construção da rodovia Transamazônica. Ganha, com estas reportagens, o prêmio Esso de reportagem. Neste mesmo período, faz matérias sobre o imperialismo brasileiro no Paraguai.

1974 – trabalha como repórter e editor de cultura da revista Visão, de onde sai para juntar-se à equipe chefiada por Samuel Wainer, a mesma que fundaria o semanário Aqui São Paulo. Depois de passar dois anos como editor-assistente da revista Veja, transfere-se para a Editora Três, onde se torna repórter especial da revista Repórter Três e, posteriormente, da revista Status.

1976 – publica o livro A ilha. Primeiro repórter brasileiro a entrevistar o presidente Fidel Castro depois do golpe militar de 1964, este livro-reportagem que tem Cuba como tema é traduzido na Itália, Venezuela, Alemanha, Porto Rico e México e vende mais de 300 mil exemplares. Recebe o Prêmio Abril de Jornalismo pela cobertura das eleições municipais, em colaboração com Augusto Nunes, para a revista Veja.

1978 – recebe novamente o Prêmio Abril de Jornalismo, pela reportagem sobre a infiltração de espiões cubanos na CIA, publicada na revista Playboy.

1979 – é eleito deputado estadual pelo PMDB, cujo mandato dura até 1983.

1980 – publica Não às usinas nucleares, texto da ação popular que move contra o presidente João Batista Figueiredo, impedindo a construção de duas usinas nucleares no litoral de São Paulo. Publica, também, Socos na porta, seleta de pronunciamentos em atividades parlamentares.

1982 – reeleito deputado estadual pelo PMDB. Como deputado, torna-se 1º vice-presidente da Assembléia Legislativa e preside a CPI que investiga o atentado contra operários e religiosos na Freguesia do Ó, em São Paulo. Preside, também, a CPI do chamado Escândalo Mogigate (concluída com a cassação de um deputado). São de sua autoria, também, a lei que extinguiu o atestado de antecedentes ideológicos no Estado de São Paulo e a Lei da Moradia Estudantil. Publica Primeira página, livro que reúne diversas entrevistas que fez.

1985 – publica Olga, uma biografia da judia comunista Olga Benario Prestes, a primeira mulher do líder comunista Luís Carlos Prestes. Olga vende mais de 300 mil exemplares no Brasil e é traduzido em 16 países. Recebe os prêmios Pedro Nava e Pirandello. Candidata-se à Assembléia Nacional Constituinte, como deputado federal.

1986 – apresenta projeto para liberação do filme Je vous salue Marie, de Godard, proibido no Brasil. Início das filmagens de Olga, sob a direção de Silvio Tendler.

1987 – lançamento do filme Olga, no FestRio

15 de março de 1991 – assume o cargo de Secretário de Estado da Educação, cargo que ocupa até 01 de setembro de 1993, implantando o Programa de Reforma do Ensino Público no Estado de São Paulo – o chamado "Projeto Escola Padrão". Parcialmente financiado por empréstimo do Banco Mundial, o referido programa envolve 1300 escolas públicas estaduais, onde estudam 1,3 milhão de alunos. Sob sua administração, a Secretaria de Educação baixou as taxas de evasão e repetência no Estado de São Paulo aos mais baixos índices dos 15 anos anteriores.

1993 – recebe os prêmios Abril de Jornalismo e Shell de Teatro, este último pelo projeto "A Escola vai ao Teatro", instituído pela Secretaria da Educação. Recebe, também, o título de Doutor Honoris Causa pela Soka University, de Tóquio, Japão.

1994 – publica Chatô, o rei do Brasil, uma biografia do jornalista, empresário, senador e diplomata Assis Chateaubriand, o criador do MASP - Museu de Arte de São Paulo, dos Diários Associados e pioneiro na instalação da televisão no Brasil. Com mais de 200 mil exemplares vendidos, este livro é adaptado para a televisão pelo produtor e ator Guilherme Fontes, na série documental O dossiê Chatô, exibida pela Globosat. Recebe os prêmios Esso (Melhor Contribuição à Imprensa), Luís Vianna Filho (Academia Brasileira de Letras) e Brasília - Manuel Bonfim (governo do Distrito Federal). A adaptação de Chatô para o cinema já está em fase de pré-produção.
Tem reportagens publicadas na França, Itália, Chile, Estados Unidos, Espanha, Portugal, México e Alemanha.
Como repórter, cobriu três guerras: Nicarágua, Oriente Médio (invasão do Líbano por Israel) e Guerra da Areia ou Guerra do Deserto, no Saara (Frente Polisário contra Marrocos).

1998 – é colaborador da revista Playboy e assina uma coluna semanal na revista Manchete.