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DIAS GOMES

Alfredo Dias Gomes é baiano de Salvador, nascido em 19 de novembro de 1922, filho do engenheiro Plínio Alves Dias Gomes e de Alice Ribeiro de Freitas Gomes.
Fez o curso primário no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, dos Irmãos Maristas, e iniciou o secundário no Ginásio Ipiranga. Em 1935, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde terminou o curso secundário.

Autor de vários sucessos na literatura, teledramaturgia e teatro, dentre outros: O Santo Inquérito, Branca Dias, Bandeira 2, O bem-amado, Saramandaia, Roque Santeiro e Decadência. Ganhou fama com O pagador de promessas, peça cujo roteiro para o cinema assinou. O filme recebeu a Palma de Ouro, em 1962.

Casou-se em 1950 com Janete Emmer, que passou a chamar-se Janete Dias Gomes e depois Janete Clair, famosa novelista, que faleceu em 16 de novembro de 1983. Deste casamento teve 5 filhos: Guilherme, Alfredo (falecido), Denise, Alfredo e Marcos Plínio (falecido).

Casou-se em segundas núpcias com Maria Bernadete Gomes em 1984, tendo duas filhas, Mayra e Luana.
Tinha apenas 19 anos quando escreveu a comédia Pé-de-cabra, que foi montada pela companhia de Procópio Ferreira, na época, a mais importante do país, a qual o contratou para escrever peças.

Assim, em 1943, escreveu Zeca Diabo, Doutor ninguém, João Cambão, Um pobre gênio e Eu acuso o céu. Apesar das 3 primeiras terem sido encenadas, Procópio Ferreira não renovou seu contrato. Para sobreviver, decidiu-se pelo rádio. Como redator, narrador, ensaiador, diretor artístico e ator, percorreu diversas emissoras de rádio paulistanas adaptando contos, novelas, romances e peças em programas completos, chamados "Os Grandes Teatros" que levava consigo a cada mudança de emissora.

Voltou ao teatro em 1954 com Os 5 fugitivos do Juízo Final e em 1960 com O pagador de promessas, levado à cena pelo Teatro Brasileiro de Comédia, sua mais premiada peça. Convidado a escrever para a televisão, aceitou o desafio. Era o veículo ideal para apresentar seus personagens farsescos, tipificados, portadores de mensagens sociais claramente assimiláveis.

Em 1985 criou a "Casa de Criação Janete Clair" na TV Globo e a dirigiu até 1987.

Para o autor, o ato de escrever é uma terapia; quando não escreve, sofre muito, alterando inclusive o seu metabolismo. Ao escrever, recupera o equilíbrio, a vontade de viver, a identidade com a vida e o mundo.
Membro da Academia Brasileira de Letras, ocupa a cadeira número 21, fundada por José do Patrocínio.