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CHICO BUARQUE

19 de julho de 1944 – nasce Chico Buarque, Francisco Buarque de Hollanda, filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e de D. Maria Amélia, pianista amadora, na cidade do Rio de Janeiro.

1946 – muda-se para São Paulo com a família. Com dois anos de idade já ouvia muita música e tinha um álbum de recortes com fotos de cantores.

1958 – cursa o ginásio do Colégio Santa Cruz. É neste ano que duas outras paixões surgem em sua vida: o futebol e a literatura. No mesmo colégio, estréia no palco cantando sua composição Marcha para um Dia de Sol.

1963 – comemora sua aprovação no vestibular da FAU, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, subindo numa mesa de bar e discursando calorosamente, sem saber que, mais tarde, abandonará o curso no terceiro ano e se envolverá de vez com a música. Antes mesmo dessa época, a música já havia chegado de forma definitiva em sua vida no encontro com a Bossa Nova por intermédio do LP de João Gilberto, Chega de Saudade.

1964 – Chico inscreve a composição Sonho de um Carnaval, defendida por Geraldo Vandré, no festival promovido pela TV Excelsior de São Paulo. Não ganhou prêmios, mas tornou-se conhecido, passando a se apresentar semanalmente nos shows do teatro Paramount e, depois, em um espetáculo produzido por três jovens – Horácio Berlinck Neto, João Evangelista Leão e Eduardo Muylaert – no dia 25 de maio. Promovido por estudantes, o espetáculo chamou-se O fino da bossa e pôs no palco, entre outros, Oscar Castro Neves, Alaíde Costa, o Zimbo Trio, Jorge Ben, Nara Leão, Sérgio Mendes e Os Cariocas. O fino da bossa rapidamente chega ao topo das paradas comandado por Elis Regina. Lança o compacto com as músicas Pedro pedreiro e Sonho de um carnaval.

1965 – recebe o convite do escritor e psicanalista Roberto Freire para musicar o poema de João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina, inicialmente recusa, mas logo em seguida aceita o desafio, que se tornaria a concretização de um sucesso.

1966 – participa de mais um festival, agora na TV Record, só que dessa vez sai vitorioso com a música A Banda, defendida por Nara Leão, juntamente com Disparada de Geraldo Vandré. Com 23 anos Chico Buarque é capa freqüente de revistas, ídolo de um público diversificado, com depoimento no Museu da Imagem e do Som e título de Cidadão Paulistano, tornava-se então, no dizer de Millôr Fernandes: "a única unanimidade nacional". Lança seu primeiro LP solo Chico Buarque de Hollanda.

1967 – participa do III Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, no qual Gilberto Gil tira o segundo lugar com Domingo no parque e Caetano Veloso o quarto com Alegria, alegria. Chico fica entre os dois, em terceiro lugar, com a música Roda-viva, e os grandes vencedores são Edu Lobo e José Carlos Capinan, com Ponteio.

1968 – ganha mais dois festivais, o IV Festival da Record com Benvinda e o Festival Internacional da Canção com Sabiá em parceria com Tom Jobim. Neste ano ainda, é decretado o novo ato institucional de número cinco, o AI-5.

1969 – Chico e sua esposa Marieta Severo tomam o avião para França (Cannes), onde se realizaria o Midem (grande feira da indústria fonográfica), e depois vão para Itália, onde Chico é recebido como estrela. Chegam notícias preocupantes do Brasil: Gil e Caetano foram presos e continuam detidos. Marieta, no fim de gravidez, e Chico resolvem ficar em Roma, onde nasce Silvia Buarque de Hollanda, sua primeira filha.

1970 – volta ao Brasil e lança o LP Chico Buarque de Hollanda vol.4 com músicas como Rosa dos ventos, Cara a cara e Gente humilde, essa última, em parceria com Garoto e Vinicius de Moraes. Nasce sua segunda filha, Helena.

1971 – conclui outro LP, Construção, em que a reflexão em meio à pressão política torna-se evidente. Chico inaugura sua nova fase musical que contraria as instituições políticas do país e é cercado pela censura.

1972 – sofrendo esse cerco da censura, Chico diversifica suas atividades: apresenta-se como ator em Quando o Carnaval Chegar, filme de Cacá Diegues. É autor da trilha sonora do filme Vai Trabalhar Vagabundo, de Hugo Carvana; em parceria com Ruy Guerra escreve texto e música da peça Calabar ou O Elogio da Traição.

1974 – grava o disco Sinal Fechado, apenas com músicas de outros compositores. Lança a fábula Fazenda Modelo.

1975 – nasce sua terceira filha, Luísa. Escreve, em parceria com Paulo Pontes, a tragédia Gota d’água. Apresenta-se com Maria Bethânia no Canecão, comemorando os 20 anos de carreira de ambos.

1976 – Chico lança o LP Meus Caros Amigos, com participação especial de Milton Nascimento.

1978 – estréia, no dia 26 de julho, a Ópera do Malandro, com texto e música de Chico Buarque. Com essa peça, Chico ganha o prêmio Molière como melhor autor teatral, mas não vai à premiação em protesto contra a censura.

1979 – lança o livro para crianças O Chapeuzinho Amarelo.

1980 – é lançado o filme Certas Palavras com Chico Buarque, uma biografia cinematográfica de Chico realizada pelo argentino Maurício Berú. Juntamente com Sérgio Bardotti, Antônio Pedro e Tereza Treutman, participa do roteiro de uma produção grandiosa: Os Saltimbancos estrelada pelos Trapalhões.

1992 – lança o romance Estorvo.

1995 – lança o romance Benjamin.

1998 – a Escola de samba Estação Primeira da Mangueira homenageia Chico com um enredo sobre sua obra. Nesse ano, a Mangueira é campeã do carnaval junto com a Beija-flor de Nilópolis. Ainda em 1998, Chico inaugura mais uma faceta: torna-se cronista esportivo do jornal O Globo, cobrindo a copa do mundo que se realiza na França.