ENCONTRO MARCADO    
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CARLOS SCLIAR

21 de junho de 1920 – nasce Carlos Scliar, filho de Henrique Scliar e Cecília Stechman, em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

1931 – começa a colaborar nos suplementos infantis do Diário de Notícias e do Correio do Povo, de Porto Alegre, com contos, poemas e desenhos.

1934 – desenha durante poucos meses com Gustav Epstein.

1935 – figura pela primeira vez em mostra coletiva, apresentando seis trabalhos na Exposição do Centenário Farroupilha, em Porto Alegre.

1936 – inicia atividade de ilustração para a Revista do Globo, na capital gaúcha.

1938 – encontra-se entre os fundadores da associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, em Porto Alegre, dela tornando-se secretário.

1939 – primeira viagem a São Paulo e Rio de Janeiro.

1940 – transfere-se para São Paulo, onde se liga ao grupo da Família Artística Paulista. Nessa mesma cidade, realiza sua primeira exposição individual, com pinturas de 1939 e 1940. Começa a participar da Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, obtendo desde logo medalha de prata na seção de pintura.

1941 – viaja até a Bahia.

1942 – retornando a São Paulo, figura entre os artistas reunidos no álbum 35 litografias. Publica também seu primeiro álbum de litografias, Fábula.

1943 – já no Rio de Janeiro, elabora o texto do documentário cinematográfico Segall, de Rui Santos.

1944 – escreve e dirige o documentário Escadas, sobre os pintores Maria Helena da Silva e Arpad Szenes (com quem convivia, no Rio), filmado por Rui Santos. Tem trabalhos incluídos na mostra de pintura brasileira exibida em Londres. Convocado pela FEB, parte em agosto para a Itália, onde participa da guerra.

1945 – prepara a paginação do número especial do jornal da FEB, Cruzeiro do Sul, em Florença. De retorno ao Brasil, em julho, fixa-se mais uma vez no Rio de Janeiro. Realiza exposições de seus desenhos de registro da campanha da guerra, no Rio, São Paulo e Porto Alegre. Participa ativamente da campanha pela constituinte, na consolidação do processo democrático brasileiro. Realiza conferências sobre a luta anti-fascista e a atuação da FEB na Itália, em vários estados.

1946 – dirige e pagina a Revista de Arte, suplemento da revista Leitura. Participa da mostra homenagem ao povo espanhol, no Rio.

1947 – transfere-se novamente para a Europa, fixando residência em Paris. Viaja pela Itália, Inglaterra, Tchecoslováquia, Iugoslávia, Polônia e Portugal. Comparece ao I Congresso da Juventude Democrática em Praga.

1948 – inicia colaboração como ilustrador em Lettres Françaises, ocupando ainda a direção gráfica dos cadernos de arte da Association Latino-Américaine, de Paris.
Figura em algumas mostras coletivas na capital francesa, como o VIII Salon des Moins de 30 Ans. Participa do Congresso dos Intelectuais pela Paz, Wroclaw, Polônia. Atua como delegado no Congresso da União Mundial de Cinema.

1949 – publica, pela Association Latino-Américaine, de Paris, o álbum de linoleogravuras Les Chemins de la Faim, com apresentação de Jorge Amado. Comparece ao I Congresso dos Partidários da Paz, em Paris.

1950 – na volta da Europa, fixa-se durante pouco tempo no Rio de Janeiro, seguindo depois para Porto Alegre. Participa do Movimento da Paz ativamente, através de conferências e realizando cartazes e obras para mobilização popular contra a guerra atômica. Na capital gaúcha participa da diretoria e começa a planificar graficamente a revista Horizonte, à qual ficaria ligado até 1952, nela colaborando ainda como ilustrador. Participa da fundação do Clube de Gravura de Porto Alegre, do qual se tornaria presidente.

1951 – é incluído na publicação 15 Dessins Pour la Paix, editada em Paris.

1952 – vai à Conferência Continental pela Paz de Montevidéu. Figura em várias mostras de gravadores gaúchos no Brasil e no exterior. Integra o álbum Gravuras Gaúchas (1950-1952).

1953 – ilustra a edição do romance Seara Vermelha, de Jorge Amado, publicada em Tel-Aviv. Realiza viagem à Holanda, Tchecoslováquia, Polônia e União Soviética, com uma delegação cultural. Comparece ao Congresso Continental de Cultura, em Santiago do Chile. Inicia a execução da série de gravuras Estância, terminada apenas em 1956. Participa do II Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio.

1954 – recebe medalhas de prata em desenho e gravura no IV Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa, em Porto Alegre. Toma parte do I Congresso de Intelectuais em Goiânia.

1955 – conquista o prêmio de viagem pelo país no IV Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio. Expõe, em Porto Alegre, gravuras executadas entre 1942 e 1955.

1956 – publica o álbum Estância, 5 gravuras originais, prêmio da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul. Atua, no Rio, como consultor plástico na produção teatral do Orfeu da Conceição de Vinicius de Moraes. Planifica graficamente e ilustra a edição da peça. A seguir fará ilustrações especiais para a edição italiana, Milão. Realiza exposição de desenhos na Biblioteca Nacional.

1957 – cria cartazes para o filme Rio Zona Norte.
Elabora programas para o Teatro Nacional de Comédia, no Rio.

1958 – passa a ocupar, até 1960, a chefia do Departamento de Arte da revista Senhor.

1960 – realiza exposição individual de pintura, Galeria Tenreiro, Rio.

1961 – quase uma centena e meia de seus trabalhos são exibidos em mostra retrospectiva, 22 anos de pintura, pela Secretaria de Cultura do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Individual de pintura, Petite Galerie, Rio.

1962 – éincluído na mostra de gravuras e desenhos brasileiros, durante o festival dei Due Mondi, na cidade italiana de Spoleto.

1963 – algumas naturezas-mortas, executadas entre 1941 e 1963, compõem o primeiro álbum publicado pela Ediarte, no Rio, com textos de Jorge Amado e Joaquim Cardoso.
Realiza exposição individual na Galeria Profili, de Milão, e na Casa do Brasil, em Roma.

1964 – expõe individualmente em Düsseldorf e Frankfurt am Main. Gugu Mendes escolhe-o para ser um dos três pintores incluídos no documentário a cores Artes Plásticas no Brasil.

1965 – participa da mostra Arte Brasileira Hoje, apresentada em Londres, Viena, Bonn e Bruxelas, até 1966. Pierre Kast realiza reportagem em cores, a seu respeito, para a série Retratos do Brasil, destinada à televisão francesa.

1967 – publica a sua primeira série de serigrafias, executadas por Dionísio del Santo, no Rio de Janeiro. Nessa mesma cidade, executa painel na sede do Banco Aliança, em edifício projetado por Lúcio Costa.

1968 – participa da organização da I Feira de Arte da Associação Internacional dos Artistas Plásticos, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

1969 – com texto de Rubem Braga e reproduzindo seus Desenhos da FEB, de 1944/45, publica-se o Caderno de Guerra de Carlos Scliar. Antônio Carlos Fontoura realiza o documentário em cores Ouro Preto e Scliar.

1970 – tem uma retrospectiva coordenada por Roberto Pontual, reunindo mais de setecentas obras (pintura, desenho e gravura), para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Editada a monografia Scliar, o real em reflexo e transfiguração, de Roberto Pontual. Adamastor Camará dirige um documentário de arte Os caminhos da cor sobre a retrospectiva. É escolhido para ilustrar os 4 bilhetes de efemérides da Loteria Federal para 1971.

1971 – repete retrospectiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em Curitiba, para a Secretaria de Cultura do Paraná e em Belo Horizonte, na Reitoria da Universidade Federal de Minas Gerais. Realiza exposições de pinturas no Rio (PUC), São Paulo (Galeria Portal) e Porto Alegre (Galeria Portinari).

1972 – realiza individuais de pintura em São Paulo (Cosme Velho) e Brasília (Mainline). Edita um álbum de serigrafias, texto de Roberto Pontual, impresso por Dionísio del Santo.

1973 – expõe o álbum em mostras organizadas pelos diretórios acadêmicos de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Escola de Belas-Artes da Bahia, Salvador, e no Curso de Gravura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Realiza individuais de pintura no Recife (Galeria Ranulpho)e em Santos (Galeria IBEU).
Termina o políptico Ouro Preto 180° para a sede da Manchete, Rio. Realiza conferências sobre sua obra, com debates, e exposição de gravuras, no Centro de Criatividade da Prefeitura de Curitiba, Paraná.

1974 – realiza três painéis sobre a cidade de Porto Alegre, para o Salão Nobre da Prefeitura Municipal daquela cidade. A convite do Governador do Estado da Bahia realiza um painel-díptico sobre Santa Cruz de Cabrália e um painel sobre Porto Seguro, para o Centro Administrativo, Salvador.

1975 – realiza exposições de pinturas recentes em São Paulo (Galeria Ipanema), Brasília (Galeria Oscar Seráphico) e Goiânia.

1976 – realiza Ouro Preto 360°, políptico para uma residência particular em Brasília. O painel, com vinte peças, é exposto em Sala Especial no Salão Global (Belo Horizonte); na Fundação Cultural do Paraná (Curitiba); na Exposição do Grupo de Bagé, Projeto Cultura (Porto Alegre) e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Expõe pinturas recentes em Curitiba (Galeria Acaiaca) e em Belo Horizonte (Galeria Memória).

1977 – realiza o painel Leia/Pense para a Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro. É organizada uma retrospectiva, com cinqüenta peças, pela Fundação Cultural da Bahia (Salvador). Expõe pinturas recentes em Porto Alegre (Oficina de Arte), Parati (Galeria Engenho) e Rio de Janeiro (Galeria Ipanema). Editado o álbum de serigrafias Telhados de Ouro Preto, texto do autor, pela Lithos, Rio.