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CARLOS HEITOR CONY

Carlos Heitor Cony nasceu no Rio de Janeiro, fez Humanidades e curso de Filosofia no Seminário de São José. Estreou na literatura ganhando por duas vezes consecutivas o Prêmio Manuel Antônio de Almeida (em 1957 e 1958) com os romances A Verdade de Cada Dia e Tijolo de Segurança. Paralelamente à carreira de escritor, trabalhou na imprensa desde 1952, inicialmente no Jornal do Brasil, mais tarde no Correio da Manhã, do qual foi redator, cronista, editorialista e editor.

Depois de várias prisões políticas durante a ditadura militar e de um período no exterior, entrou para o grupo Manchete, no qual lançou a revista Ele e Ela e dirigiu as revistas Desfile e Fatos & Fotos.

Atualmente, é colunista diário da Folha de S.Paulo, cronista das revistas Manchete e República. Suas colunas são reproduzidas em diversos jornais do país.

Como diretor da teledramaturgia da Rede Manchete, apresentou os projetos e as sinopses das novelas A Marquesa dos Santos, Dona Beija e Kananga do Japão.

É autor dos seguintes romances: O Ventre, A Verdade de Cada Dia, Tijolo de Segurança, Informação ao Crucificado, Matéria de Memória, Antes, o Verão, Balé Branco, Pessach: a Travessia e Pilatos. Em 1995, depois de 23 anos sem publicar ficção, lançou Quase Memória, publicando em 1996 O Piano e a Orquestra e, em 1997, A Casa do Poeta Trágico.

Escreveu três ensaios biográficos: Chaplin, Quem Matou Vargas e JK: Memorial do Exílio. Como cronista publicou: Da Arte de Falar Mal, Posto Seis, O Ato e o Fato.

Tem também um livro de contos: Babilônia! Babilônia!

A Gallimard lançará em 1998 a versão francesa de Quase Memória. A produtora Skylight comprou da Companhia das Letras os direitos para a filmagem desse romance. Anteriormente, teve filmado o romance Antes, o Verão, com Jardel Filho e Norma Bengell nos papeis principais.

Em 1996, a Academia Brasileira de Letras concedeu-lhe o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra. E a Câmara Brasileira do Livro concedeu-lhe o Prêmio Jabuti, elegendo Quase Memória como melhor livro de ficção do ano (1995). O Piano e a Orquestra ganhou o Prêmio Nacional Nestlé de Literatura de 1997, na categoria de "consagrado". Em 1998, ganhou pela Segunda vez o prêmio Jabuti com A Casa do Poeta Trágico, que também foi considerado "O Melhor Livro do Ano" pela Câmara Brasileira do Livro.

Recebeu em março de 1998, durante o Salão do Livro em Paris, o grau de Chevalier da Ordem das Artes e das Letras do governo francês.