ENCONTRO MARCADO    
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AUTRAN DOURADO

1926 – nasce, no dia 18 de janeiro, em Patos de Minas, Minas Gerais, Waldomiro Freitas Autran Dourado, filho de Telêmaco Autran Dourado e Alice Freitas Autran Dourado. Faz seus estudos primários em Monte Santo de Minas e o curso ginasial em São Sebastião do Paraíso.

1930 – aos quatro anos de idade, impressiona-o muito a prisão do pai, juiz de direito, durante a revolução de 30.

1932 – a revolução de 1932 marca-o também pela proximidade de Monte Santo de Minas, cidade onde morava desde o primeiro mês de vida, com São Paulo.

1943 – escreve seu primeiro livro de contos, guardando-o, a conselho do escritor Godofredo Rangel. Matricula-se na Faculdade de Direito de Minas Gerais, onde convive com os escritores estudantes mineiros de sua geração.

1945 – participa da revista literária Edifício, de curta duração. Convive com os artistas plásticos do grupo Guignard, de quem era amigo. Convive também com Franz Weissmann, Amílcar e Milton Dacosta.

1949 – bacharel em Direito, inicia-se no jornalismo no Estado de Minas. Casa-se com Maria Lúcia Cristo. Do casamento nascem: Inês, Ofélia, Henrique e Lúcio.

1950 – deste ano até 1954, trabalha no Palácio da Liberdade (Belo Horizonte) como oficial de gabinete no governo Juscelino Kubitschek. Recebe o Prêmio Mário Sette, do Jornal de Letras, com Sombra e Exílio.

1952 – recebe o Prêmio da Cidade de Belo Horizonte com Tempo de Amar.

1954 – muda-se para o Rio de Janeiro.

1955 – deste ano até 1960 foi secretário de imprensa da Presidência da República no governo Kubitschek.

1957 – ganha o Prêmio Artur Azevedo do Instituto Nacional do Livro com Nove Histórias na Praia.

1961 – a partir de A Barca dos Homens, traduzido para o alemão, o francês e o espanhol, torna-se mais conhecido e começa a ser estudado nos colégios e universidades. Há várias teses sobre sua obra, no Brasil e no exterior. Ganha, nesse mesmo ano, o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores com A Barca dos Homens.

1970 – seu livro O risco do Bordado recebe o Prêmio Pen-Club do Brasil.

1973 – seu livro O risco do Bordado é indicado para o vestibular das universidades do Rio de Janeiro, na companhia de Machado de Assis, Drummond, Bandeira e Aluísio Azevedo.

1974 – como professor visitante, ministra na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro um curso sobre os problemas da ficção e de seus próprios livros, de que resulta a segunda parte de Uma Poética de Romance – Matéria de Carpintaria. Recebe o Prêmio Paula Brito do Conselho de Cultura do Estado com Os Sinos da Agonia.

1976 – Os sinos da Agonia é escolhido para os exames de agrégation das universidades francesas.

1977 – participa da obra coletiva Missa do Galo, variações sobre o tema do famoso conto de Machado de Assis.

1979 – em março, presta depoimento na Biblioteca Mário de Andrade, durante a semana do Escritor Brasileiro, promoção da Secretaria de Cultura do Município de São Paulo, sobre os seus anos de aprendizado.

1982 – com seu livro As Imaginações Pecaminosas (1981), ganha o prêmio Goëthe de literatura.