ENCONTRO MARCADO    
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ARIANO SUASSUNA

"Ariano Suassuna funde, em seus trabalhos, duas tendências que se desenvolvem quase sempre isoladas em outros autores, e consegue, assim, um enriquecimento maior da sua matéria-prima. Alia o espontâneo ao elaborado, o popular ao erudito, a linguagem comum ao estilo terso, o regional ao universal. A quase superstição das histórias folclóricas atinge o vigor de uma religiosidade profunda, que pode espantar aos cultores de um catolicismo acomodatício, mas responde às exigências daqueles que se conduzem por uma fé verdadeira."
Sábato Magaldi — in: "Auto da Compadecida". Rio de Janeiro: Agir, 1993.

"A força poética e popular que se desprende da peça, o catolicismo de Cristo que ela transmite, e a simplicidade dos diálogos, a estrutura teatral e os tipos vivos fazem da Compadecida um exemplo raro na dramaturgia brasileira."
Hermilo Borba Filho — in: "Auto da Compadecida". Rio de Janeiro: Agir, 1993.

"Só comparo o Suassuna, no Brasil, a dois sujeitos: a Vila-Lôbos e a Portinari. Neles a força do artista obra o milagre da integração do material popular com o material erudito, juntando lembrança, tradição e vivência, com o toque pessoal de originalidade e improvisação."
Rachel de Queiroz — Prefácio de "Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta". Rio de Janeiro: José Olympio, 1971.