ENCONTRO MARCADO    
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WALY SALOM?O

Sobre Exposição Babilaques
Seção Bravo! Indica
“As propostas artísticas que o poeta baiano Waly Salomão (1943-2003) produziu na década de 1970, entre Nova York, Rio de Janeiro e Salvador são o fio condutor da exposição Waly Salomão: Babilaques, alguns cristais Clivados. Ao todo, são 21 séries compostas por fotografias e pelos cadernos de criação do artista.

Waly já tinha a intenção de exibir as séries e até mesmo inventado o nome da mostra, mas faleceu antes de concretizar a idéia. Vale atenção especial às reproduções das letras do poema Alfa Alfavela Ville, feitas em madeira no início da década de 1970. Com grandes dimensões, fizeram parte de uma performance coletiva com jovens artistas na praia de Copacabana, em 1972.”
In: Revista Bravo! 8 de setembro de 2008

Sobre Posse no Ministério da Cultura
Por Heloisa Buarque de Hollanda
“O poeta Waly Salomão é o novo secretário nacional do Livro e da Leitura, integrando a equipe do Ministério da Cultura que tomou posse cantando, sugerindo uma gestão promissora pautada pelo sonho, pela catimba e pela bandeira da Imaginação no Poder. (...)”
Entrevista publicada no dia 03/02/2003, no site Portal Literal

Sobre Documentário Pan-cinema Permanente
Por Neusa Barbosa
Grande vencedor do Festival Internacional de Documentários É Tudo Verdade de 2008, Pan-Cinema Permanente, do diretor paulista Carlos Nader, revela algumas das muitas faces do poeta e compositor baiano Waly Salomão (1943-2003). O filme estréia em São Paulo e no Rio de Janeiro.

(...) Fazendo justiça à personalidade inquieta de seu biografado, Pan-Cinema Permanente recolhe suas manifestações de várias fontes, como as dos filmes em que ele atuou, Quilombo (1984), de Cacá Diegues, e Gregório de Mattos (2003), de Ana Carolina.

A maioria das imagens inéditas, que registram saborosas conversas com Salomão em viagens, são fruto da ampla convivência do diretor Nader com o poeta e compositor, que o filmou ao longo de 15 anos. (...)
O documentário registra algumas seqüências especialmente engraçadas, como a participação de Salomão num programa de TV síria onde, entre inglês e português, o poeta confunde seu entrevistador, que procura manter as regras do jogo. (...)
In Jornal Estado de São Paulo, 13/11/2008

Homenagem a Waly Salomão
Por Viviane Pires
"Considerado uma das personalidades mais transgressoras e fascinantes da cultura brasileira, o nosso homenageado no Acervo MPB. Waly Salomão era poeta, letrista e agitador cultural. No dia cinco de maio de 2003, morreu, vítima de câncer."

Baiano, Waly teve intensa atuação em vários meios de expressão artística, incluindo o movimento tropicalista.Político, ultimamente vivia um momento de particular euforia, por ocupar a Secretaria Nacional do Livro, a convite de Gilberto Gil, dentro da estrutura montada no governo Lula.

(...) Cheio de idéias, era, sem dúvida, dono de uma original, e ao mesmo tempo ousada, produção poética. (...) A inquietação artística de Waly Salomão sempre o levava a buscar diversos desafios... Mel, Talismã, Olho d'água, Alteza... Estes são exemplos de músicas que deram título a discos de Maria Bethânia, uma das artistas que bem sabe da importância de Waly Salomão para a nossa cultura. (...)
Para Caetano Veloso, a imensa energia de Waly, tão destrutiva quanto enriquecedora, o apaixonava. No livro Verdade Tropical, o cantor e compositor falou de suas impressões sobre o poeta. (...) O que "fica" nessa história é a lembrança do jeito expansivo de Waly e, como já disse Jards Macalé, "aquela boca de sorriso enorme".
In Site da Radio MBP Brasil

Sobre nota do MINC sobre o falecimento de Waly Salomão
Waly viveu como um poeta-música. Dono de um estilo único e marcante, seus poemas carregam sonoridades e complexas construções textuais. Seu diálogo com os grandes poetas da língua portuguesa (Fernando Pessoa, Sá Carneiro, Sá de Miranda) reflete-se nas poesias cantadas por Caetano Veloso, Maria Betânia, Cazuza, Gal Costa, Adriana Calcanhoto.
É de Waly o hino do movimento hippie brasileiro dos anos 70. Vapor Barato, parceria com Jards Macalé, lançado no show Gal - Fatal levou o mesmo nome e embala até hoje gerações de brasileiros. Seu primeiro livro de poemas - me segura qu´eu vou dar um troço - foi publicado em 1972 e causou um grande impacto na poesia brasileira. ‘Comprei o livro numa banca de jornais, encostei num poste e só consegui seguir meu caminho depois de lê-lo da primeira à última página’, conta o poeta e diplomata Francisco Alvim...
In: site do Ministério da Cultura, 05/05/2003