ENCONTRO MARCADO    
VÍDEO    BIO    OBRA    CRÍTICA 
SANDRA KOGUT

Mutum, Brasil (2007) - Longa metragem. Baseado na obra de Guimarães Rosa, mostra um menino de dez anos obrigado a enxergar o nebuloso mundo dos adultos.

Um Passaporte Húngaro (2001/2003) - Documentário que questiona o que é uma nacionalidade, para que serve um passaporte, e o que herdamos. Baseado em sua própria experiência, Sandra, que é judia, documenta a burocracia para tirar um passaporte com a nacionalidade do seu avô.

Adieu Monde (or Pierre and Claire's Story) (1998) - Vídeo sobre a fábula de um jovem pastor que havia desaparecido e da garota que o seguiu na floresta, contado por aldeões franceses nos Pirineus. Cada versão contada revela a fascinação universal do romance e do inatingível. Este vídeo brinca com o gosto de turistas que buscam lendas em locais míticos, criticando a autenticidade dos fatos conforme vão sendo contados.

Lá e cá (1995) - Vídeo de 25 minutos rodado na periferia do Rio com questionamentos sobre o sentimento de estar aqui e longe daqui. A história é sobre uma garota do subúrbio, interpretada pela Regina Casé, que está na dúvida em continuar a morar onde está ou ir se juntar à irmã que foi embora.

En français (1993) - Vídeo de 17 minutos com cenas cotidianas gravadas quase em tempo real, editadas para formar uma história de amor. Sandra Kogut gravou, durante um ano, várias cenas do cotidiano, juntando os diálogos das pessoas para compor uma história.

Parabolic People (1991) - A autora instalou uma câmera numa cabine e convidou pessoas de vários países a entrarem na cabine durante 30 segundos. O filme questiona a veracidade do que se vê na televisão, discute o bairrismo, o racismo e a globalização. Este formato foi utilizado mais tarde para dois programas da Rede Globo.

What do you think people think Brazil is? (1990) - Vídeo de cinco minutos com imagens comuns ao cotidiano brasileiro e discursos delirantes de turistas estrangeiros sobre esse país exótico do Hemisfério Sul. Este vídeo possui a função de anti-retrato do Brasil, fazendo uma crítica da imagem divulgada do nosso país.

Videocabines são caixas pretas (1990) - Vídeo de cinco minutos com uma coleção de depoimentos, mensagens ou performances de pessoas comuns, em cabines fechadas, instaladas em locais públicos do Rio de Janeiro, com liberdade para fazer qualquer coisa.

MAM/Rio Hoje (1989) - Documentário de nove minutos com depoimentos sobre o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e sua história durante a reinauguração, após a reforma do incêndio que o teria destruído em 1978.

Andréia Andróide (1988) - Vídeo para a canção escrita pelo poeta Chacal e musicada pelo ex-guitarrista da banda Blitz, Ricardo Barreto. Esse vídeo é muito parecido com o clip Juliette (1988) produzido para uma música de Fausto Fawcett e Laufer, com imagens sobrepostas, tentando referenciar o mundo pop.

Orelha (1988) - Com a participação do artista plástico Eneas Valle e do cirurgião plástico Dr. Bastos.

A G. Profunda (1987), O gigante da Malásia (1986), Sete horas de sono (1986), Egoclip (1985), Intervenção urbana (1984)

Instalações
LandSCAPE, São Paulo,1997
Rio no papel, exposição coletiva, Paço Imperial, Rio de Janeiro, 1993
Vidéocabines, Museu da Imagem e do Som de São Paulo, 1990
Metrô da cidade do Rio, Centro Cultural Laura Alvim, 1990
Le chemin des vertiges, Museu da Imagem e do Som de São Paulo, 1989
Exposition Individuelle, Galeria do Centro Empresarial, Rio de Janeiro, 1989
Cabine vidéo numéro 1, Museu da Imagem e do Som de São Paulo, 1988
Novos Collectiva, Galeria do Centro Empresarial Rio de Janeiro, 1988
Ossos, fosseis e pedras, Crepúsculo de Cubatão, Rio de Janeiro,1986

Outros trabalhos
Lecy e Humberto nos Campos Neutrais, Chuí (1999)
Angola (1991)
Paralamas do Sucesso (1988)
Juliette (Fausto Fawcett e Laufer) (1988)
Projeto Teleeyes (instalações artísticas na Internet)
Brasil Legal (Rede Globo)

Prêmios
1998 - Prix Sircom du Meilleur Documentaire Régional
1996 - Prêmios de Melhor Curta-Metragem no Festival de Cinema de Kiev (Ucrânia), Festival de Cinema de Montecatini (Itália), Prêmio do Festival de Oberhausen (Alemanha)
1995 - Grand Prix no Festival de Cinema de Oberhausen (Alemanha)
1993 - Principal Prêmio no Deutscher Videokunstpreis (Alemanha), Bolsa da Fundação Rockeffeler e da Fundação MacArthur (EUA)
1992 - Bolsa da Unesco au MediaLab/MIT, bolsa do Fiacre - NovasTecnologias, Fotoptica International Video Festival (Brasil),
Festival Nouvelles Images de Locarno (Suíça); Prêmio Especial - Festival Internacional de Cádiz (Espanha)

1991 - Prêmio Director's Choice, no 15th Annual Atlanta Video Festival
1990 - Sol de Prata, RioCine Festival (Rio de Janeiro), Finalista no 33º Festival Internacional de Filme e TV de Nova York (EUA), Melhor Vídeo Arte Fotóptica International Video Festival (São Paulo), Melhor Edição Jornada Paulista de Vídeo (São Paulo)
1989 - Medalha de Bronze no 32º Festival Internacional de Filme e TV de Nova York (EUA); Melhor Documentário na Jornada Paulista de Vídeo, São Paulo.
1988 - Medalha de Ouro no 31º Festival Internacional de Filme e TV de Nova York (EUA), Clio Awards New York, Melhor Edição e Melhor Roteiro no VI Festival Videobrasil, e Melhor Vídeo Independente do Prêmio Geraes
1987 - Melhor Vídeo Musical no RioCine Festival (Rio de Janeiro), Melhor Edição na Jornada Maranhense de Vídeo (São Luis)