ENCONTRO MARCADO    
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REGINA CAS?

Sobre a peça O inspetor geral
Por Yan Michalski

Na estréia, em 1974, o Asdrúbal chama a atenção (...) pela vitalidade e destaca o diretor Hamilton Vaz Pereira e os atores Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães, fundadores do grupo. Quem assistiu ao lançamento sentiu que a demolidora irreverência do grupo continha a semente de um novo teatro, criado pelo prisma da visão do mundo da geração que então estava ingressando na idade adulta. A prodigiosa energia vital do conjunto (...) se revelaria mais tarde o denominador comum de uma nova proposta teatral, que ocuparia um dos primeiros planos na atividade cênica do país".
In: O teatro sob pressão: uma frente de resistência, de Yan MichalskiI. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p.62.

Sobre a peça Trata-me leão
Por Yan Michalski

A releitura dos clássicos revela-se um caminho até a criação coletiva, de Trate-me leão, criação coletiva do grupo, em 1977, que entra para a história do teatro como fenômeno estético, influenciando uma geração de jovens atores. Ainda segundo Michalski: "O grupo afasta-se aqui da linha de irreverente demolição/construção em cima de textos clássicos, enveredando por um não menos irreverente caminho da criação coletiva, para falar de si mesmo, ou de gente muito parecida com os asdrubalinos: a 'grilada' e alegre juventude Zona Sul, cuja linguagem, rituais, problemas e preocupações o brilhante espetáculo de Hamilton Vaz Pereira colocava em cena com uma desavergonhada verdade".
In: O teatro sob pressão: uma frente de resistência, de Yan MichalskiI. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p.72.

Sobre a série de TV Um pé de quê?
Por Carla Ghermandi

Num momento em que o mundo pega fogo por questões religiosas, Regina Casé mudou de roupa algumas vezes para mostrar que pode haver traços comuns, apesar das diferenças. No centésimo programa da série Um pé de quê?, exibida pelo Canal Futura, a atriz e apresentadora vai atrás da origem da romã e, para contar a história, se veste como adepta do candomblé, judeu ortodoxo, muçulmana e cristã. (...) Co-produzido pela Pindorama Filmes e dirigido por Estevão Ciavatta, marido de Regina, o programa está entrando em seu sexto ano de exibição. A cada episódio, a apresentadora mostra uma espécie diferente da flora nacional, explicando suas características, além de relacioná-las à cultura e à história do país.
In: Revista Quem, nº 286. 03/2006

Sobre a peça Nardja ZuIpério
Por Macksen Luiz

O texto de Hamilton Vaz Pereira é trampolim para que uma atriz como Regina Casé, com capacidade histriônica e acurado temperamento teatral, interprete a idéia da urgência (...) Mas a encenação repousa sobre a capacidade de Regina Casé em criar uma personagem que converge para a personalidade de intérprete. Regina Casé é uma atriz inteligente, sagaz, com uma capacidade de improviso e de observação que a faz herdeira dos nossos melhores cômicos populares (...). Divertida, inteligente, sensível, Regina Casé oferece uma interpretação arrebatadora.
In: Jornal do Brasil, 01/1991

Sobre quadro no Fantástico (pessoas comuns praticando algum delito)
Por Joaquim Ferreira dos Santos

Querida Regina Casé, mais uma vez você entendeu tudo. (...). Seu quadro no Fantástico é o verdadeiro horário político obrigatório, se é que as nossas senhoras governadoras conseguem ver o que vai de plataforma eleitoral embaixo da necessidade de que todos cumpram as leis mais básicas da existência. Você já mostrou a madame insolente que se recusa a recolher o cocô do cachorro da rua, desmascarou o doutor de bom aspecto tentando desfazer o nó do trânsito com toques alucinados de buzina (...)
In Revista de Domingo, O Globo - 09/2002