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REGINA CAS?

Regina Maria Barreto Casé nasce em 25 de fevereiro de 1954, no Rio de Janeiro, filha Heleida Barreto Casé e do ator e diretor de TV Geraldo Casé e neta do radialista Ademar Casé. Estuda no tradicional colégio Sacre-Coeur de Marie, em Copacabana, e, adolescente, faz um curso de teatro com Sérgio Brito durante dois anos.

Em 1974, aos 20 anos, funda, com Hamilton Vaz Pereira, Jorge Alberto Soares, Luiz Arthur Peixoto e Daniel Dantas, o grupo de teatro Asdrúbal trouxe o trombone, que movimenta o cenário cultural carioca, introduzindo uma linguagem irreverente no palco. Entre os trabalhos do grupo, destacam-se a adaptação de O inspetor geral, de Nikolai Gogol, espetáculo de estréia do grupo em 1974, e que rende à Regina o prêmio Governador do Estado de atriz-revelação; e a peça Trate-me Leão (1977), de Hamilton Vaz Pereira, que recebeu o Prêmio Molière.
 
Ainda na década de 1970, Regina faz sua estreia no cinema, participando do filme Chuvas de verão (1978), de Cacá Diegues. Atua ainda no teatro com o Asdrúbal em Aquela Coisa Toda, texto final de Hamilton Vaz Pereira em 1980, e em A Farra da Terra, de Hamilton, 1983. No ano seguinte, o grupo encerra suas atividades.

Sua carreira cinematográfica inclui atuações em clássicos do cinema brasileiro como poderá ser visto abaixo.
 
Sua estreia na televisão aconteceu na TV Globo, em 1983, com uma participação especial no último capítulo da novela Guerra dos sexos, de Silvio de Abreu. Naquele ano, trabalha ainda no seriado infantil Sítio do pica-pau amarelo, então dirigido por seu pai. No ano seguinte, integra o elenco de Vereda tropical (1984), de Carlos Lombardi, Também nessa época, faz parte do elenco do humorístico Chico Anysio show, atuando ao lado do consagrado humorista em quadros como o da repórter Neide Taubaté.
Em 1986 faz seu primeiro personagem de grande sucesso em novelas da TV Globo: a Tina Pepper, de Cambalacho (1986), escrita por Silvio de Abreu. 

Regina Casé integra o elenco do TV Pirata, humorístico criado em 1988 com a proposta de satirizar a própria televisão. O programa faz grande sucesso e representa uma renovação do gênero.  Também no ano de 1988 volta aos palcos no monólogo Nardja Zulpério, escrito e dirigido pelo parceiro Hamilton, que seria um sucesso retumbante.

Em abril de 1991, estreia o Programa legal, comandado por ela e por e Luiz Fernando Guimarães, com direção de Guel Arraes e Belisário Franca. Idealizado por Regina e pelo antropólogo Hermano Vianna, o programa mistura documentário, ficção e humor, e ganha o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Humor.
Apesar da grande repercussão, o Programa legal deixou de ser produzido em dezembro daquele mesmo ano. Sua equipe, porém, passaria a produzir o quadro Na geral, exibido pelo Fantástico a partir de 1994. 

Em maio de 1995, Regina estreia o programa Brasil legal e, com ele, viaja o país para mostrar lugares e tipos interessantes ou inusitados, quase sempre anônimos. Criado com o objetivo de explorar a verve humorística da atriz, o programa acaba se tornando uma espécie de documentário semanal de costumes e inclui também viagens ao exterior. O término do Brasil legal, em 1998, foi imediatamente seguido da estréia de Muvuca, programa semanal também comandado por Regina Casé e produzido pelo núcleo Guel Arraes.
 
Em 2001, depois de 15 anos sem atuar em novelas, Regina Casé volta como a Rosalva Rocha de As filhas da mãe (2001), de Silvio de Abreu e outros.

As experiências do Programa legal e do Brasil legal geraram séries educativas, como o Escola legal, dentro do projeto Tele Escola (1996), da Fundação Roberto Marinho, e o Histórias do Brasil legal (1998), para o Canal Futura. A partir de 2001, também para o Futura, Regina Casé e o diretor Estevão Ciavatta, com quem a atriz se casa em 1999, passam a produzir o programa Um pé de quê? contando histórias sobre as origens e as características de diversas árvores. Também nesse ano, Regina Casé apresenta Que história é essa?(Canal Futura), que aborda histórias ocorridas com pessoas comuns, noticiadas no mesmo dia de acontecimentos históricos.

Em 2002, Regina estreia como autora e diretora de televisão, ao lado do diretor Fernando Meirelles, com o episódio Uólace e João Victor, que da origem ao seriado Cidade dos homens (2002). Em 2003, Regina apresenta Cena aberta, de Jorge Furtado, Guel Arraes e da própria Regina, programa produzido pela TV Globo em parceira com a Casa de Cinema, de Porto Alegre. No ano seguinte, está à frente de São Paulo de Piratininga, série de reportagens exibida pelo Fantástico em comemoração aos 450 anos de fundação da cidade. 
 
Durante 2006, Regina comanda um programa de auditório ao ar livre, o Central da periferia, voltado exclusivamente para a produção cultural das regiões menos favorecidas do país. A mesma equipe de produção do Central da periferia é responsável pelo quadro Minha periferia, exibido semanalmente, aos domingos, no Fantástico. Ainda nesse ano, atua pela primeira vez em uma minissérie, Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, de Glória Perez, no papel da parteira Maria Ninfa.
 
Em 2008, com a série de reportagens Minha periferia é o mundo, volta a apresentar um quadro no Fantástico, focalizando a vida e a produção cultural na periferia dos grandes centros urbanos em vários países do mundo. Em junho de 2009, volta ao Fantástico com o quadro Vem com tudo que fala das tendências de comportamento e sobre como somos influenciados por modismos.