ENCONTRO MARCADO    
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NORMA BENGELL

Sobre Norma Bengell
Por Tata Amaral (cineasta)

“... No entanto, personagens e atrizes femininas são iluminados: inesquecível a atuação de Norma Bengell em Os Cafajestes, de Ruy Guerra. A atriz Leila Diniz estampa a nova mulher nas telas com Todas as Mulheres do Mundo, de Domingos de Oliveira. Odete Lara - que contracena com Norma Bengell - também recebe um papel memorável em Noite Vazia, de Walter Hugo Khouri.”
In: Evolução Histórica e as Mulheres no Cinema Brasileiro, abril de 2003

Sobre Norma Bengell

Norma Bengell é uma das atrizes fundamentais do cinema brasileiro. Vedete de sucesso da trupe de Carlos Machado, modelo e cantora, Norma Bengell teve estréia apoteótica no cinema fazendo cover de Brigitte Bardot e seduzindo Oscarito no clássico da chanchada O homem do sputinik, de Carlos Manga, em 1959.
Em 1962, dois marcos em sua carreira e no cinema nacional: o escândalo com o primeiro nu frontal na história do cinema brasileiro na obra-prima de Ruy Guerra, Os cafajestes; e a prostituta Marli no único filme até agora vencedor da Palma de Ouro em Cannes, O pagador de promessas, de Anselmo Duarte. (...)
In: site Mulheres do Cinema brasileiro

Sobre Vestido de Noiva (versão 2008)
Por Sérgio Salvia Coelho

Elegante e irônica, Norma Bengell é destaque do elenco... Outro grande ponto demonstrado é que Norma Bengell, ao contrário do que se tinha murmurado maldosamente, vai muito bem, obrigada, e segue sendo uma das melhores atrizes do país.
Fundamental para referência da multimídia do diretor Rodolfo Garcia ao glamour do cinema, tornando plausível uma divertida metalinguagem com trechos da peça com legendas em inglês, Bengell sabe se manter a musa de voz melodiosa e precisa, dos gestos elegantes, do enorme encanto pessoal e sabe também saltar fora disso com auto- ironia de criança.
In Folha de São Paulo, 16/02/08

Sobre Cordélia Brasil
Por Sérgio Salvia Coelho

Encenada para espantar o burguês naquele ano agridoce de 1968, do AI-5 e do Álbum Branco dos Beatles, a peça Cordélia Brasil consagrou seu autor, Antonio Bivar... Proibida pela censura ainda nos ensaios... a peça só conseguiu estrear no Teatro Mesbla graças à mobilização dos intelectuais que assistiram a uma leitura clandestina no apartamento de Danuza Leão. Primeira direção de Emílio di Biasi, que subiria ao palco na chegada da peça ao Teatro de Arena, e protagonizada pela corajosa musa Norma Bengell, que atraía uma platéia atônita, a montagem ganhou todos os prêmios da época, foi qualificada pelo crítico Yan Michalski, do Jornal do Brasil, como "uma das mais poéticas contribuições para a antologia de nosso florescente tropicalismo", e, 20 anos depois, o texto já era apontado por outro importante crítico, Sábato Magaldi, como "um clássico do moderno repertório brasileiro".
In: Folha de São Paulo 26/07/2008

Sobre Os Cafajestes
Por: Inácio Araújo

“Será preciso um dia reavaliar o papel de Jece Valadão como produtor. Entre as jóias que realizou Os Cafajestes, de Ruy Guerra, ocupa lugar central. Jece e Daniel Filho são os rapazes sádicos que levam garotas para passear em carrão e tiram fotos delas em situações inconvenientes para efeito de posterior chantagem. O filme, de 1962, faz rimar sexualidade com agressividade, negação da mulher. É, em suma, um belo, talentosíssimo documento sobre a repressão sexual num Brasil que começava a se modernizar. A cena em que deixam Norma Bengell nua numa praia é uma obra-prima, do erotismo ou do que mais se queira. É um filme a ver custe o que custar.”
In: Folha de São Paulo 17/08/2002

Sobre o show na faculdade de Arquitetura

Em agosto de 1959, os estudantes de Direito da PUC resolveram organizar um show com os artistas da Bossa Nova. As principais atrações seriam as já consagradas Sylvia Telles e Alaíde Costa, além da vedete Norma Bengell, que mostraria além de seus dotes físicos os seus dotes de cantora. Os músicos convidados seriam Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas, Carlos Lyra, Nara Leão, Normando Santos, Chico Feitosa e os irmãos Castro Neves, entre outros (...).
Os padres da PUC autorizaram a realização do show, mas com uma condição: a saída de Norma Bengell, cuja presença na universidade católica havia sido vetada. Como os organizadores não queriam abrir mão da presença dela (“turma era turma...”) o show acabou sendo transferido para a Faculdade de Arquitetura, na Praia Vermelha.
O episódio do veto à Norma ganhou as páginas dos jornais, que o noticiaram com fartura. O resultado é que, no dia do espetáculo, 22 de setembro, centenas de pessoas se aglomeravam na porta da Arquitetura para assistir ao “show proibido”. Apesar do amadorismo gritante do espetáculo, a noite foi um sucesso. Norma Bengell apresentou-se toda de negro e foi aplaudida de pé, mostrando cinco canções do disco Ooooooh Norma! que ela gravara pela Odeon (...).
In: Revista Caras - Edição Especial de Junho de 1996.

Sobre Eternamente Pagu

"Eternamente Pagu é um ótimo filme nacional. Realizado pela atriz e cineasta Norma Bengell, o filme narra a vida da bela poeta modernista e militante de esquerda, Patrícia Galvão, ao mesmo tempo em que faz uma crítica à hipócrita burguesia da época. A direção de Norma Bengell é consistentemente boa. Eternamente Pagu conta ainda com um elenco de primeira grandeza, do qual se destaca a magnífica atuação de Carla Camurati.
In: Site 65 anos de cinema.pro.br