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NORMA BENGELL

Norma Bengell nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de fevereiro de 1935, filha de pai alemão. Começa sua carreira aos 16 anos, como manequim da Casa Canadá. Cedo, é convidada para o teatro rebolado de Carlos Machado e torna-se conhecida como vedete da boate Night and Day, no Rio de Janeiro. Estreia nos cinemas em 1959, como cantora, satirizando Brigitte Bardot, no filme O Homem do Sputnik. No mesmo ano, lança seu primeiro LP, OOOOOO! Norma, com uma sonoridade bastante próxima da Bossa Nova, um repertório internacional, três canções de Tom Jobim e uma de João Gilberto. Em 1961, Anselmo Duarte contrata-a para interpretar a prostituta no filme O pagador de promessas. O filme que a consagrou definitivamente foi Os Cafajestes (1962), de Ruy Guerra. Um clássico do Cinema Novo, protagonizado por Hugo Carvana e Jece Valadão que causou escândalo ao exibir o primeiro nu frontal da história do cinema brasileiro. Depois de filmar Os cafajestes, ela vai para Cannes onde o filme O pagador de promessas recebe a Palma de Ouro. De Cannes, ela segue para a Itália, onde conhece o produtor Dino di Laurentis e contracena na Europa com Alberto Sordi, Jean-Louis Trintignant, Renato Salvatore, Catherine Deneuve e Enrico Maria Salerno.

Norma é viúva do ator italiano Gabrielle Tinti. O casamento foi realizado dentro do estúdio da Vera Cruz, em São Paulo, pois a agenda dos dois estava lotada de compromissos.

Em 1965, participou do disco Meia noite em Copacabana, dividindo com Dick Farney as faixas Vou por aí (Baden Powell e Aloysio de Oliveira) e Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli). Essa última canção vem sendo tocada nas emissoras de rádio como um fonograma permanente da história da MPB. Uma das marcas desta gravação é sua descontraída gargalhada ao final da música.

Fez diversos shows ao lado da turma da Bossa Nova (Tom Jobim, João Gilberto, Vinícius de Moraes e Roberto Menescal, entre outros), sendo uma das primeiras cantoras a gravar composições inéditas de Tom Jobim. Em 1965, atuou, em Hollywood, no filme de Boris Segal, Cat burgler (Paramount/NBC), para cuja trilha gravou as canções Água de beber e Garota de Ipanema, ambas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes.

Nos anos 60, foi contratada pela TV Globo para comandar o programa Shell em show maior, ao lado de Chico Buarque.

Em 1977, lançou o LP Norma canta mulheres, com músicas de Dona Ivone Lara, Luli e Lucina, Marlui Miranda, Dolores Duran, Chiquinha Gonzaga, Rosinha de Valença, Glória Gadelha, Sueli Costa, Rita Lee, Joyce e Maysa, além de sua parceria com Glória Gadelha Em nome do amor.

A partir daí, foi dando prioridade cada vez maior à sua carreira de atriz e cineasta, aparecendo esporadicamente como cantora.
Lançou-se como diretora de cinema em 1979, com o curta Barco de Iansã, sobre uma festa de candomblé na casa Exu; Maria Gladys, uma atriz brasileira, sobre a vida e o cotidiano da atriz; Maria da Penha (1980), sobre a necessidade de construção de creches para o menor abandonado; Eternamente Pagu (1987), que conta a trajetória da musa dos modernistas e sua militância política, grande sucesso de público. Em1995/96 dirigiu O Guarani, adaptação da obra de José Alencar e, em 2005, Infinitamente Guiomar Novaes e Magda Tagliaferro – o mundo dentro de um piano.
Após 20 anos afastada dos palcos Norma Bengell retornou em 2007 com a peça O relato íntimo de Madame Shakespeare.

No ano seguinte, interpreta a cafetina Madame Clessy, na peça O vestido de noiva, de Nelson Rodrigues, sob a direção de Rodolfo García Vásquez, com a Cia. Os Satyros, uma interpretação super elogiada.

Desde em 2008, interpreta a Deise Coturno, no programa semanal da TV Globo, Toma lá dá cá.