ENCONTRO MARCADO    
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MIGUEL PAIVA

Sobre Miguel Paiva (na exposição de 40 anos de carreira, em 2007)
Por Ziraldo
"Para falar do Miguel, tenho sempre que vencer um constrangimento bastante conhecido: o do pai que não quer parecer coruja. Seguinte: quando o conheci, Miguel tinha dezessete anos, espinhas no rosto e uma curiosidade invencível no olhar. Ele era um dos brilhantíssimos alunos do Colégio de Aplicação, da Lagoa (no Rio), uma escola que está a merecer um livro ou um estudo em profundidade de sua história.
(...) Posso dizer, paternalmente, que o ajudei – porque ele tinha talento – a criar seu estilo inimitável, moderno e imediatamente reconhecível. Miguel não é, exatamente, um desenhista que desenha com facilidade. Teve que buscar suas formas e linhas como um escultor procura, no mármore, tirar o excesso para achar o que procura, como dizia o Michelangelo, aliás, seu xará.
No que dominou sua arte, Miguel partiu para o mundo e fez chover. Criou personagens, histórias em quadrinhos, ilustrações e cartuns reproduzidos nas revistas mais importantes do gênero, aqui e na Europa; fez, por onde andou, amigos na sua área, está em livros, álbuns e enciclopédias do ramo.
Está muito feliz com o que produziu para esta exposição, me informa. É que aqui está um pouco do resultado de sua imensa capacidade de inventar personagens que estão próximos demais da nossa humanidade.”

Sobre o livro Sentimento Masculino - Manual de Sobrevivência na Selva
Por Rodrigo Crespo Lima
“Miguel Paiva é o símbolo do bom humor versátil e inteligente (...)”
In site Bolsa de Mulher 11/12/2001

Sobre a exposição Objetos do desejo do homem moderno
Por Oscar D’Ambrosio
“Ninguém chega ao fim da vida sem ter visto indeferida mais da metade de seus desejos” ensina o Talmude. Algo semelhante pode ser comprovado com prazer estético na exposição “Objetos do desejo do homem moderno”, de Miguel Paiva, de 9 a 27 de novembro de 2005, no Museu Brasileiro da Escultura, em São Paulo, SP. A exposição traz dez obras desenhadas em nanquim e coloridas e finalizadas em computador. O que chama a atenção é que, sob o traço bem-humorado desse artista nascido no Rio de Janeiro de 1950, está uma das críticas mais mordazes dos últimos tempos ao homem contemporâneo. (...)