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MIGUEL PAIVA

Miguel Paiva nasceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1950. Começou a escrever aos dezesseis anos, para o Jornal dos Sports. Trabalhou no histórico jornal de humor carioca O Pasquim. Escreveu musicais em parceria com Zé Rodrix e fez vários cenários e figurinos para o teatro.

Viveu na Itália de 1974 a 1980, criando e publicando seus personagens. De volta ao Brasil, morou durante nove anos em São Paulo, retornando ao Rio em 1992, onde vive até hoje.

Criou e dirigiu por três anos o programa Comentário Geral da TVE do Rio.

Miguel Paiva é um escritor que lida essencialmente com o comportamento, as relações afetivas e amorosas e os modismos da sociedade, sempre com humor. Seus comentários, seja na imprensa através de seus cartuns ou na televisão com suas participações, sempre tratam de temas ligados ao relacionamento entre homens e mulheres.

Seu personagem de maior sucesso, Radical Chic, foi criada em 1982, sendo publicada na última página da revista Domingo do Jornal do Brasil. Já tinha os cabelos curtinhos e vermelhos e o corpinho magro e sensual. Depois de dois anos, ela sumiu, voltando definitivamente em 1987, na mesma página da Domingo, onde fica até novembro de 1996. Passa a freqüentar, então, com a mesma desenvoltura, as páginas do Caderno Ela e depois do Rio Show, ambos do jornal O Globo. Foi personagem também da Folha de São Paulo e, atualmente, é encontrada todas as semanas na última página do Rio Show, e, mensalmente, na revista Nova. Na televisão, foi representada por Andréa Beltrão, em série que a Rede Globo levou ao ar. E, como não poderia deixar de ser, foi a primeira personagem de quadrinhos a posar para a revista Playboy. É um ícone para as mulheres e por isso é usada freqüentemente em campanhas de saúde, cidadania e outras similares. É protagonista de uma Cartilha do Ministério da Saúde sobre prevenção à Aids que já teve editados e distribuídos mais de 600 mil exemplares.

Miguel foi responsável pelas vinhetas eletrônicas do Plim Plim da TV Globo que instituiu o cartum como linguagem. Dirigiu mais de 140 vinhetas. Foi autor e roteirista da TV Globo durante 10 anos e autor do programa de games Radical Chic em 1993 com Andréa Beltrão e Maria Paula.

O personagem Gatão de Meia Idade começa a ser publicado em 1994, como tira diária no Jornal do Brasil, até passar para as páginas do jornal O Globo, com a Radical Chic.

O Gatão de Meia Idade aborda os dilemas dos relacionamentos pela ótica de um homem quarentão e separado, tratando de sua relação com a filha e suas várias conquistas e desventuras amorosas. O Gatão também foi utilizado em campanhas para conscientização sobre a Aids.
Em 2008 lançou pela Editora Nacional a primeira metade dos 12 livros da coleção de livros da Radical Chic e do Gatão de meia idade. Em 2010 deverá lançar a outra metade.

Miguel Paiva publicou cinco livros em parceria com Luís Fernando Veríssimo, sobre as aventuras do detetive Ed Mort; Escreveu também sobre temas mais sérios no livro Sentimento Masculino. É, ainda, criador dos personagens Chiquinha, publicado em O Globo, e Bebel, a Top Top Model.

Em 2003, esteve em cartaz com a peça teatral A Presença de Guedes com Angela Vieira, Flávia Monteiro entre outros e em 2006 estreou a peça Lavanderia Brasil escrita em parceria com Zé Rodrix. Durante 2008, esteve em cartaz com a peça O nosso amor a gente inventa, com direção de Cininha de Paula.

Em 2006, foi lançado o longa-metragem Gatão de meia idade, com roteiro baseado em suas tiras, com direção de Antonio Carlos da Fontoura e estrelado por Alexandre Borges.

Além de escrever para teatro e TV, Miguel, que é casado com a atriz Ângela Vieira, continua trabalhando como ilustrador e artista gráfico.