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MANOEL CARLOS

Manoel Carlos Gonçalves de Almeida ou, simplesmente, Maneco, nasceu em São Paulo, em 14/03/1933, filho do comerciante José Maria Gonçalves de Almeida e da professora Olga de Azevedo Gonçalves de Almeida.

Aos 14 anos, iniciou seu envolvimento com literatura e teatro, participando do grupo Adoradores de Minerva integrado por Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fábia Sabag, Flavio Rangel e Antunes Filho.

Em 1951, aos 17 anos, começou sua carreira de ator de TV, no Grande Teatro Tupi. No ano seguinte foi premiado como ator-revelação. A partir de 1953, começou a escrever, dirigir e produzir variados programas de televisão: humor (A Família Trapo), entrevistas (Hebe Camargo), show (Fantástico e Brasil 60), musical (O fino da bossa, com Elis Regina), competição (Esta noite se improvisa). Além de atuar e dirigir, Maneco adaptou mais de 100 textos para a TV.

Em 1978, escreveu sua primeira telenovela Maria, Maria uma adaptação do romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha. No mesmo ano, adaptou para TV o romance A sucessora, de Carolina Nabuco.

Em 1980, escreveu alguns episódios do seriado Malu mulher e teve a sua primeira experiência no horário das oito, dividindo com Gilberto Braga a autoria da premiada Água viva, um clássico das telenovelas que abordava os conflitos da burguesia e da classe média cariocas, temática recorrente em toda a sua obra.

No ano seguinte, escreveu Baila comigo, sua primeira novela com roteiro original. A partir dela, e em quase todas as outras, o autor passou a dar o nome de Helena para uma de suas personagens.

Na década de 1980, escreveu Sol de verão, abandonando a novela e a Rede Globo após a morte do protagonista, o ator Jardel Filho. Em seguida, participou da implantação do núcleo de dramaturgia da TV Manchete escrevendo a minissérie Viver a vida (1984) e a novela Novo amor (1986). Em 1989 escreveu a minissérie O cometa, na Rede Bandeirantes. Na mesma época, foi contratado pela RTI da Colômbia e escreveu duas novelas, três minisséries e um seriado, todos ambientados em Bogotá.

De volta à Rede Globo no início dos anos noventa, escreveu, desde então sete novelas para o horário das oito e uma minissérie.

Hoje, escreve quinzenalmente uma crônica, na última página da revista Veja Rio, relatando bate papos com amigos do Leblon e memórias de família. Em maio de 2009, começaram na Jordânia as gravações de sua próxima novela na TV Globo, Viver a vida, com estréia prevista para setembro de 2009.

Prêmios

Por amor foi considerada a melhor novela de 1997 e recebeu o Prêmio Contigo, o Troféu Imprensa e o prêmio da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte. Por ela, Maneco recebeu também o Prêmio Contigo de Melhor Autor.

Em 2001, a novela Laços de família recebeu o Troféu Internet (SBT), o Troféu Imprensa e o prêmio do Festival Latino Americano de Cine, Vídeo e TV de Campo Grande, MS, que deu-lhe, igualmente, o prêmio de Melhor Autor. No mesmo ano, a minissérie Presença de Anita recebeu o Prêmio Contigo de Melhor Minissérie e Manoel Carlos recebeu o prêmio de Melhor Autor do festival de Mato Grosso do Sul.

Em 2003, a novela Mulheres apaixonadas recebeu seis prêmios de Melhor novela e Maneco ganhou quatro prêmios de Melhor autor. Quatro anos depois, em 2007, novamente a novela das oito da TV Globo, Páginas da vida, recebeu quatro prêmios de Melhor Novela e o seu autor foi considerado o melhor do ano pelo Prêmio Contigo.