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JORGE MAUTNER

Sobre shows no Centro Cultural Banco do Brasil em 13/03/2003
Por Mônica Loureiro & Roberta Oliveira

“Inovadores, loucos, rebeldes, malditos. Rótulos como esses costumam ser impostos àqueles artistas que não se adéquam às regras da grande indústria fonográfica. (...) chance que o Centro Cultural Banco do Brasil está dando para este mesmo público - de conferir num único evento um ciclo de shows históricos, reunindo Jorge Mautner, Elomar, Tom Zé e Walter Franco (...)”

“Jorge Mautner fez ontem (dia 11) sua participação na série, num show que culminou com a apresentação, em primeira mão, da inédita Sensibilidade Criadora, composta em parceria com o carioca Joel Cabral. (...). Mautner foi um dos mentores da Tropicália (...), descreve Carlos Belém, diretor artístico e responsável pela concepção do projeto”.

Sobre o livro O filho do holocausto
Por Jotabê Medeiros

Escritor, cantor e compositor, Mautner lança sua delirante autobiografia, Filho do Holocausto. Mautner significa "aquele que cobra pedágio para passar a ponte". A história desse nome de esfinge, e de um dos seus mais ilustres portadores, Jorge Mautner, chega às livrarias no dia 15. (...)
A autobiografia do escritor, menestrel, compositor, violinista, pensador e agitador Mautner intitula-se O filho do holocausto (Editora Agir, 190 páginas). Influência fundamental dos tropicalistas Gilberto Gil e Caetano Veloso, Mautner é o autor do hino da geração mangue beat (Maracatu Atômico) e do seminal livro Deus da chuva e da morte (1962).

Caetano Veloso, em texto inédito do prefácio, define o texto como "hiperbólico e ostensivamente redundante", tal como as ficções do autor. Gil escreve que, em se tratando dessa "figura", Mautner, "qualquer veleidade de explicar o que quer que seja já será um absurdo".

Mas o próprio Henrique George Mautner tenta explicar sua gênese, a ajudar a esclarecer como se tornou o que é. A biografia traz passagens engraçadas da vida do artista, que também foi um dos primeiros defensores do rock'n'roll no Brasil. (...)
Mautner fala da influência de Dostoievski, Nietzsche, mas também de Aracy de Almeida, Jackson do Pandeiro, Capiba, o samba de breque. Tornou-se um personagem da cultura brasileira, um personagem que ajudou muita gente a passar a ponte. Sem cobrar nada.
In: O Estado de São Paulo - 24/07/2006 

Sobre o CD Eu não peço desculpa
Por Pedro Alexandre Sanches

Eu não peço desculpa exibe sexo e morte, temas irmãos/inimigos, com constância nunca antes ouvida na obra musical de Caetano Veloso, talvez nem na de Jorge Mautner (...)

Se isso demonstra que Caetano parece estar poética e ideologicamente impregnado de Mautner, o inverso se dá no campo propriamente musical. Sob produção do jovem Kassin, o disco adquire tons modernosos, embora não de forma agressiva. (...)

O resultado é de tino explicitamente retrô (paródia ao brega em Todo errado; parentesco de O namorado com o É proibido fumar jovem-guardista; pique Tropicália 3 de Feitiço, com participação do outro vértice do triângulo, Gilberto Gil), às vezes estuprado pela veia lúdica de Mautner ("sou doidão, mas tenho bom coração", canta o Doidão). (...)

Ao final, do título Eu não peço desculpa, o ímpeto é devolver a Mautner a partícula "não", de sua plena familiaridade. Entre sambas e sambinhas, canções farsescas nada discursivas, apego ao conteúdo e ausência de Jaques Morelenbaum, Caetano fica com o termo "eu peço desculpa". Mas não precisa, seu Veloso.
In: Folha de São Paulo em 28/08/2002

Sobre o livro Jorge Mautner em movimento
Por Heloísa Tolipan

Cantor, compositor, poeta, escritor, artista plástico, cartunista, bandolinista, violinista, pianista e cineasta (nossa!), Jorge Mautner, 63 anos, é uma verdadeira bomba de criatividade, tamanha a habilidade com que é capaz de se embrenhar pelos mais variados segmentos da arte. (...) terá a sua trajetória detalhada em 408 páginas pelo jornalista baiano César Rasec no livro Jorge Mautner em movimento, a ser lançado mês que vem.
In: Jornal do Brasil, 20/08/2004.