ENCONTRO MARCADO    
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ARTHUR OMAR

Arthur Omar é cineasta, fotógrafo, artista plástico, escritor. Tem contribuição marcante em cada uma das áreas em que atua, aliando inovação tecnológica a uma grande intensidade dramática. Seu filme de longa metragem Triste Trópico (1974) é reconhecido como uma das obras seminais da nossa cinematografia, um precursor da hiper-linguagem digital que se tornaria corrente vinte anos depois. Pioneiro do uso de instrumentos eletrônicos no cinema brasileiro, seu anti-documentário Tesouro da Juventude uma integração inédita de imagem, som e composição musical. Seus curta-metragens em película são momentos de reflexão sobre a relação cinema/realidade, experimentalmente traduzida num uso de materiais inesperados e técnicas de montagem.

Sob o signo da metamorfose, sua obra reúne extremos, propondo uma transformação do olhar brasileiro, e uma renovação radical da iconografia. Carnaval, Amazônia, favelas, a guerra do Afeganistão, o êxtase e sua lógica são alguns dos seus temas atuais, tratados de forma surpreendente. Participou de duas Bienais de São Paulo. Único cineasta latino americano a ter uma mid career retrospective de seus filmes e vídeos no Museu de Arte Moderna de Nova York.

Suas grandes séries fotográficas se transformaram em livros. Entre elas, a Antropologia da Face Gloriosa é um dos pontos mais altos da fotografia brasileira contemporânea. No Oi Futuro, apresentou a video instalação Dervixxx, com imagens dos derviches de uma favela de Cabul, tornando-se uma objeto de culto sufi dentro da exposição que inaugurou o centro, Corpos Virtuais. Um ano depois, o conjunto de instalações intitulado Zootrópio ocupou a totalidade do espaço, em três andares, num total de 9 vídeo-instalações, todas com músicas compostas pelo artista, e foi escolhida pelo O Globo, como a melhor exposição de 2006. Atualmente prepara um livro com fotografias criadas durante sua viagem ao Afeganistão Central em 2002.