ENCONTRO MARCADO    
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BELISÁRIO FRANCA

Sobre o documentário Recife/Sevilha

Entre julho e setembro de 1999, o poeta João Cabral de Melo Neto, que morreu em outubro do mesmo ano, abriu um parêntese no silêncio de seus últimos anos de vida. Por quatro horas e meia, falou em seu apartamento no Rio de Janeiro a uma equipe de vídeo chefiada por Bebeto Abrantes e Belisário Franca. O documentário explora a relação do poeta com Recife, onde nasceu, e Sevilha, onde viveu como diplomata. Além de imagens inéditas da vida pessoal e de viagens de João Cabral, Recife-Sevilha mostra um lado conversador pouco conhecido do poeta.
In: Revista Veja, Seção Veja Recomenda, 12/11/2003

Sobre a mostra Fazer no Tempo

(...) Belisario define que reunir documentários nessa mostra traz sentimentos contraditórios: a satisfação de perceber um acervo que começa a formar corpo e a responsabilidade de confirmar mais uma vez a marca desse encontro essencial. De acordo com o diretor, 'a mostra é incompleta porque é parcial, fruto de algumas preferências. É incompleta porque o caminho ainda não terminou. Está sempre, e inevitavelmente, em formação'.

Reconhecido por vários prêmios, indicações e participações em festivais nacionais e internacionais, Belisario tem em seu portfólio realizações como Música do Brasil, vencedora do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2001; Medalha de Prata no New York Film Festival e indicada ao Emmy em 2000; African Pop, considerada um marco na linguagem audiovisual para televisão e vencedora do Festival de Havana e Baila Caribe, entre outras.
In: IG, 13/09/2005

Sobre o filme institucional para ONG Refazer
Por Carlos Alberto Mattos

Filmes institucionais de ONGs costumam padecer de duas doenças crônicas: sentimentalismo e falta de foco. Normalmente, espera-se que funcionem através da boa vontade do espectador, de sua predisposição para assimilar uma mensagem nobre por definição. Talvez para fugir desses sintomas, Belisário Franca (um dos sócios da produtora Giros) propôs a linguagem do documentário quando foi chamado para criar um institucional para o Refazer, grupo de apoio à família de crianças e jovens de baixa renda que combatem doenças crônicas no Hospital Fernandes Figueira, no Rio. Para tratar dos diversos projetos de assistência da ONG através de um case específico, foi feita uma pesquisa de personagens e escolhida Juliane dos Santos, que venceu uma síndrome agressiva de dermatite e os prejuízos sociais decorrentes.

Com o título de A Vida não Parou, o filmete de seis minutos mostra Juliane e seus pais contando sua própria história. Exemplarmente sintético, o roteiro vai abrindo espaços para uma introdução aos programas do Refazer - um trabalho admirável que se estende até as condições de moradia das famílias assistidas.
Clique aí embaixo para conhecer, ao mesmo tempo, a simpática solução de Belisario e as atividades do Refazer. E aguarde para breve, aqui no DocBlog, os "filmes-faróis" de Belisario Franca, um dos mais talentosos autores de minisséries documentais da TV brasileira.
In: O Globo, 30/05/2007

Sobre o documentário Estratégia Xavante

O mediador Pedro Camargo começou o debate elogiando a produção do diretor Belisário Franca pela importância da temática e dizendo acreditar na possibilidade de tornar transformadores alguns pressentes, tocados emocionalmente pelo filme e o debate. 
In: Site do Festival do Rio

Sobre o documentário Até quando?
Por Esther Hambúrguer

"Os índices de morte violenta em alguns lugares do Brasil superam as ocorrências em países que se encontram em guerra. No conflito Israel/Palestina, entre dezembro de 1987 e novembro de 2001, 467 adolescentes morreram por arma de fogo. No município do Rio de Janeiro, no mesmo período, esse número chega à assustadora cifra de 3.937.

São dados de Até Quando? documentário contundente de Belisário Franca (...) O filme retoma a temática de Notícias de uma guerra particular, trabalho pioneiro de João Moreira Salles, que trouxe à baila, em 1999, o drama até então quase invisível da violência nos morros cariocas. (...) Até Quando? Insere-se nessa linhagem de denúncia. As imagens são angustiantes. Fotos policiais de corpos infantis caídos, desfigurados. Mães desestruradas pelo desaparecimento repentino choram. Notícias de uma guerra particular salientou de maneira dramática a oposição entre pontos de vistas de policiais, traficantes e moradores. Até Quando? privilegia o olhar dos moradores, parentes de vítimas, principalmente no morro. Há também depoimentos de policiais e especialistas que associam os casos relatados a estatísticas e contextos. O tráfico é a ausência significativa.
Resultado de uma parceria entre a Unicef, a produtora Giros e a ONG Observatório de Favelas, o filme busca chamar a atenção para os mais desprovidos -de poder e imagem.
Trata-se de mais um lance na pesquisa por formas de representação da violência que não contribuam para alimentar o medo. Permanece o desafio de encontrar formas audiovisuais que desarticulem os discursos que perpetuam uma situação que alguns classificam como de genocídio.
In Folha de São Paulo 23/08/2005

Sobre o show Multiplicidade 2007: João Donato & Donatinho + Belisário Franca

O encontro musical entre pai e filho, músicos de gerações distantes, promove um estreito e harmônico diálogo no palco, com a fusão do piano de cauda com o lap top de bases sintetizadas. Belisario Franca complementa o espaço visual do espetáculo com um mix do repertório de seus arquivos documentais ligados à música, arte e dança.
Videolog UOL, 29/10/2007