ENCONTRO MARCADO    
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BETTY MILAN

Sobre o livro O Sexophuro
“Sucessão de instantes poemáticos, o livro confirma que ainda há quem escreva, quem saiba escrever, quem precise escrever.” (Otto Lara Resende)

“Li O Sexophuro, apreciei muito a ficcionista, como antes já admirava a psicanalista.” (Ciro dos Anjos)

Sobre o livro Isso é o país
“Invejo no livro de Betty Milan o estilo, o dinamismo, a inteligência e a leveza.” (Roberto Da Matta)

Sobre o livro O papagaio e o doutor
“Escreve como quem muda os dormentes nos trilhos da ferrovia para novo curso do trem acordado. Já pensou? Melado de uva. “(José Celso Martinez Correa)

“Li o livro deliciando-me em vários planos: no ficcional, no documental e no plano do depoimento pessoal. “(Moacyr Scliar)

Sobre o livro A paixão de Lia
“Uma polifonia de vozes e um tipo de ficção onde a inventividade se sobrepõe à forma. A autora entra numa linhagem de escritores da qual fazem parte Lúcio Cardoso e Clarice Lispector.” (Deonísio da Silva)

Sobre o livro de entrevistas O século
“… conjunto impressionante de entrevistas, de grande interesse literário e historiográfico.” (Otavio Frias Filho)

Sobre o livro O clarão
“Uma iquebana literária. “(Frei Betto)

Sobre o livro Fale com ela
Por Thaís Oyama
"Digo, logo existo." A escritora e psicanalista Betty Milan gosta de citar a versão lacaniana do axioma mais famoso de Descartes. Falar, argumenta ela, é o primeiro passo para observar-se. E observar-se é o primeiro passo para libertar-se – seja de preconceitos, de medos ou das armadilhas do inconsciente. O livro Fale com Ela é fruto dessa convicção. Nele, a autora reúne 85 cartas e e-mails enviados por leitores da coluna semanal homônima que ela manteve na Revista da Folha, do jornal Folha de S.Paulo, por dois anos. A compilação dessas correspondências compõe um tocante catálogo das aflições humanas: há o marido que se recrimina por pedir à mulher que se fantasie na hora do sexo, a solitária que pergunta se pode ser feliz mesmo sendo feia e a mulher que considera o marido perfeito mas não consegue largar o amante que a maltrata. A todos, a autora responde valendo-se das duas ferramentas que domina: a literatura e a psicanálise.

In: Revista Veja, 04/04/2007 (edição 2002)